Arquivo da tag: ambiente corporativo

Como lidar com as diferenças individuais no ambiente corporativo?

Dicas para lidar com as diferenças no seu emprego

Mario Quintana (1906-1994), considerado um dos maiores poetas do século 20, disse uma vez que “A arte de viver é simplesmente a arte de conviver”. Simplesmente, disse ele. Mas, na vida real do dia a dia, como é difícil, especialmente quando conviver significa compreender e aceitar as diferenças dos outros – seja na sua vida corporativa, social ou amorosa.

O universo é dinâmico. Está o tempo todo em movimento e, assim como o homem, também a ele pertence esta dinâmica de adaptar-se às novas tendências. O movimento atual que vivemos é exatamente de inovação. Ou seja: alterar as estruturas consolidadas, gerar produtos de menor custo e de maior competitividade. Mas sem perder de foco o respeito às diferenças e à diversidade. Provavelmente, nunca se falou e se buscou tanto esse respeito à diversidade.

A “arte de conviver” exige um novo olhar, mais amoroso e tolerante, sobre o outro. É preciso, urgente, entender as tendências das relações entre os indivíduos na sociedade, favorecendo a inovação nas relações pessoais, mas sabendo, sobretudo, respeitar as diferenças individuais de cada um. Na riqueza das diferenças e das adversidades, encontram-se fundamentos do trabalho em equipe e do pensamento criativo, características que garantem a qualidade do desempenho e do convívio harmônico.

Um dos principais fatores conflitantes na relação individuo-instituição são as expressões emocionais. Esse sentimento pode ter diversas origens, mas no ambiente de equipe produz dificuldades para algumas pessoas atingirem seus objetivos pessoais e profissionais. O desafio está em lidar com as causas que geram insatisfações e fortalecer o espírito de equipe. É necessário que se estabeleça uma linguagem adequada na comunicação e no comportamento ético, para que o ambiente se torne sadio.

Um exemplo concreto: um determinado componente da equipe vê na realização de uma tarefa uma oportunidade de inovação e crescimento pessoal do grupo. Já outro membro pode ver esta pessoa querendo se projetar de forma pessoal. Estes diferentes pensamentos podem levar a inibir o convívio saudável de ambos, pois estas diferentes versões podem ocasionar posicionamentos rígidos diante de uma questão qualquer no futuro. O respeito à individualidade começa quando os membros de cada time conhecem as características de cada colega. Cada integrante, embora diferente, tem sempre algo a contribuir para o sucesso do grupo. 

Em qualquer grupo, ou departamento dentro de uma corporação, sempre haverá diferenças na forma de pensar. Cabe, portanto, a cada integrante ter a sabedoria e o bom-senso de entender os valores, características e diferença de cada companheiro. É isso que vai ajudar a criar a necessária sinergia para a equipe desenvolver um bom trabalho.

Com tantas mudanças adquiridas com as novas tendências da tecnologia, estamos sendo exigidos cada vez mais no que diz respeito ao nosso modo de pensar e até de trabalhar. Se adaptar é indispensável, não só às pessoas, mas também à evolução do trabalho. Cada vez mais, precisamos inovar nas relações humanas, devemos criar sistemas que estimulem a alta produtividade e desenvolver ambientes de trabalho mais sadios.

No livro “As Emoções das Pessoas Normais”, de William Moulton Marston (1893-1947), é apresentado um guia de referência, prático e de alta qualidade, para as pessoas que desejam aprender mais sobre si mesmas e sobre as relações humanas. É uma espécie de “bíblia” deste setor, seguido e elogiado por profissionais do mundo todo. Marston dedicou-se ao ensino e consultoria em psicologia. Ele via as pessoas comportando-se em dois eixos, ativa ou passivamente, dependendo de o indivíduo perceber o ambiente como antagônico ou favorável.

Uma situação ganha-ganha na arte de conviver é reconhecer as diferenças individuais existentes. Só assim obtemos o comprometimento dos demais e conquistamos a confiança mútua para o objetivo comum. Para entender isso, é necessário que o seu autoconhecimento e o seu autodesenvolvimento sejam suficientes para avaliar o seu próprio perfil e a forma como cada um funciona.

Você já deve ter ouvido essa frase: “Minha liberdade termina quando começa a liberdade do outro”. Em outras palavras, a partir do momento que eu passo a me conhecer melhor e também a entender como funciona o outro, as relações ficam mais harmoniosas, e a liberdade de cada um passa a ser mais respeitada. A mudança inovadora nas relações começa por este conceito