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Você é o profissional que a empresa procura?

O mercado de trabalho mudou. Saiba se preparar para este novo cenário profissionql.

O desemprego no Brasil, especialmente com a pandemia e o isolamento social, vem crescendo a cada mês. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no final do mês passado, a taxa de desemprego no País subiu para 14,6% no trimestre julho-setembro, contra 14,4% no período junho-agosto, o que representa o terceiro recorde histórico consecutivo.

Esse percentual indica que 14,1 milhões de pessoas estavam sem emprego neste período. Mas temos de lembrar que, mesmo antes da pandemia, a situação já era delicada. Em novembro de 2019, o índice oficial de pessoas sem trabalho era de 11,8% – “apenas” 1,6 milhão de pessoas a menos. Mas também há números positivos neste cenário: em outubro, por exemplo, houve um crescimento de quase 400 mil vagas nos empregos formais – um volume bem superior ao previsto pelos analistas.

Diante deste quadro, a pergunta que eu sugiro aos desempregados é muito simples: “Por que eu ainda estou sem emprego?”. Se você for um desses 14,1 milhões de brasileiros, acho muito importante essa reflexão. Acredite: é o jeito mais fácil e eficiente de você mudar sua trajetória profissional e retornar o mais rápido possível ao mercado de trabalho.

Segundo estudos de especialistas em Recursos Humanos, com as rápidas mudanças no ambiente de trabalho nos dias atuais, como a chegada de novas tecnologias para certas funções, uma pessoa comum que começar a trabalhar hoje terá, em média, cerca de 14 empregos de tempo integral ao longo de sua carreira profissional. Além disso, essa pessoa poderá ter até mais do que cinco carreiras completas durante sua vida. O que mostram esses dados? Principalmente, indicam que só vão sobreviver os profissionais capazes de não só se adaptarem às novas rotinas, mas também de permanecerem constantemente se atualizando e aprendendo coisas novas. Quem não seguir essa regra de ouro poderá num curto espaço de tempo estar obsoleto. Ou seja: seu trabalho não terá mais valor.

Desde o início de 2020, no mundo todo, assistimos a uma verdadeira revolução no mercado de trabalho e nas necessidades das empresas. Para alguns analistas é a maior transformação econômica do planeta desde a Segunda Guerra Mundial. Exatamente por isso, a revista Exame de Portugal acaba de publicar uma edição cuja matéria de capa tem a seguinte manchete sobre o futuro do trabalho: “As pessoas que as empresas procuram”. Será que você é uma dessas pessoas que as empresas estarão procurando em 2021? A reportagem traz muitas informações reveladoras. Por exemplo: segundo a Confederação Empresarial de Portugual, em parceria com a McKinsey, uma empresa de consultoria norte-americana com atuação global, 50% do tempo gasto em 2019 em diversas atividades profissionais pode ser automatizada com tecnologias que já existem. Esse percentual poderá chegar a 67% até 2030, com o desenvolvimento de novas tecnologias. Ou seja: muita gente poderá mesmo se tornar obsoleta nos próximos anos se não se reinventar.

Segundo a reportagem, economistas portugueses alertam sobre um cenário, em Portugal, que parece feito sob medida para a nossa situação aqui no Brasil. Para eles, as profissões com menores qualificações e salários são menos propensas ao trabalho remoto. Isso significa que a pandemia poderá acentuar ainda mais a desigualdade social no mundo todo. A revista mostra, ainda, que oportunidades profissionais continuarão a existir. O grande desafio será o desencontro entre o que as empresas vão buscar e o perfil da mão de obra disponível. Um exemplo citado são os profissionais com fortes competências digitais, que terão, cada vez mais, maior probabilidade de encontrarem uma vaga e com condições mais vantajosas. Para este perfil de trabalhador, não há mais fronteiras para o seu futuro emprego: remotamente, as pessoas poderão morar numa cidade ou país e trabalhar para empresas instaladas em outras regiões do mundo.

Em resumo, no pós-Covid, quando a economia global iniciar sua retomada, o perfil do emprego estará, cada vez mais, diferente do que era até 2019. Para você fazer parte deste jogo, é importante entender que, mesmo em tempos de crise, os empregos continuam a existir. Mas nem todos têm qualificação necessária ao perfil da vaga.

Seja o protagonista da sua trajetória profissional. Muitas vezes precisamos de ajuda ou apoio neste momento. Por isso, procure por profissionais especializados, como um coach, por exemplo, ser for necessário, para avaliar qual é o melhor caminho para você seguir a partir de agora. Sua empregabilidade não será questão de sorte ou coincidências e sim resultado do esforço que você empregará com determinação, motivação e um plano de ações efetivas que tragam resultados promissores em sua carreira.

Veja este artigo completo no llinkedin da sua autora, Mari Clei Araújo, diretora da MC Coaching & Consultoria:

https://www.linkedin.com/pulse/voce-%25C3%25A9-o-profissional-que-empresa-procura-mari-clei-araujo

Como lidar com as diferenças individuais no ambiente corporativo?

Dicas para lidar com as diferenças no seu emprego

Mario Quintana (1906-1994), considerado um dos maiores poetas do século 20, disse uma vez que “A arte de viver é simplesmente a arte de conviver”. Simplesmente, disse ele. Mas, na vida real do dia a dia, como é difícil, especialmente quando conviver significa compreender e aceitar as diferenças dos outros – seja na sua vida corporativa, social ou amorosa.

O universo é dinâmico. Está o tempo todo em movimento e, assim como o homem, também a ele pertence esta dinâmica de adaptar-se às novas tendências. O movimento atual que vivemos é exatamente de inovação. Ou seja: alterar as estruturas consolidadas, gerar produtos de menor custo e de maior competitividade. Mas sem perder de foco o respeito às diferenças e à diversidade. Provavelmente, nunca se falou e se buscou tanto esse respeito à diversidade.

A “arte de conviver” exige um novo olhar, mais amoroso e tolerante, sobre o outro. É preciso, urgente, entender as tendências das relações entre os indivíduos na sociedade, favorecendo a inovação nas relações pessoais, mas sabendo, sobretudo, respeitar as diferenças individuais de cada um. Na riqueza das diferenças e das adversidades, encontram-se fundamentos do trabalho em equipe e do pensamento criativo, características que garantem a qualidade do desempenho e do convívio harmônico.

Um dos principais fatores conflitantes na relação individuo-instituição são as expressões emocionais. Esse sentimento pode ter diversas origens, mas no ambiente de equipe produz dificuldades para algumas pessoas atingirem seus objetivos pessoais e profissionais. O desafio está em lidar com as causas que geram insatisfações e fortalecer o espírito de equipe. É necessário que se estabeleça uma linguagem adequada na comunicação e no comportamento ético, para que o ambiente se torne sadio.

Um exemplo concreto: um determinado componente da equipe vê na realização de uma tarefa uma oportunidade de inovação e crescimento pessoal do grupo. Já outro membro pode ver esta pessoa querendo se projetar de forma pessoal. Estes diferentes pensamentos podem levar a inibir o convívio saudável de ambos, pois estas diferentes versões podem ocasionar posicionamentos rígidos diante de uma questão qualquer no futuro. O respeito à individualidade começa quando os membros de cada time conhecem as características de cada colega. Cada integrante, embora diferente, tem sempre algo a contribuir para o sucesso do grupo. 

Em qualquer grupo, ou departamento dentro de uma corporação, sempre haverá diferenças na forma de pensar. Cabe, portanto, a cada integrante ter a sabedoria e o bom-senso de entender os valores, características e diferença de cada companheiro. É isso que vai ajudar a criar a necessária sinergia para a equipe desenvolver um bom trabalho.

Com tantas mudanças adquiridas com as novas tendências da tecnologia, estamos sendo exigidos cada vez mais no que diz respeito ao nosso modo de pensar e até de trabalhar. Se adaptar é indispensável, não só às pessoas, mas também à evolução do trabalho. Cada vez mais, precisamos inovar nas relações humanas, devemos criar sistemas que estimulem a alta produtividade e desenvolver ambientes de trabalho mais sadios.

No livro “As Emoções das Pessoas Normais”, de William Moulton Marston (1893-1947), é apresentado um guia de referência, prático e de alta qualidade, para as pessoas que desejam aprender mais sobre si mesmas e sobre as relações humanas. É uma espécie de “bíblia” deste setor, seguido e elogiado por profissionais do mundo todo. Marston dedicou-se ao ensino e consultoria em psicologia. Ele via as pessoas comportando-se em dois eixos, ativa ou passivamente, dependendo de o indivíduo perceber o ambiente como antagônico ou favorável.

Uma situação ganha-ganha na arte de conviver é reconhecer as diferenças individuais existentes. Só assim obtemos o comprometimento dos demais e conquistamos a confiança mútua para o objetivo comum. Para entender isso, é necessário que o seu autoconhecimento e o seu autodesenvolvimento sejam suficientes para avaliar o seu próprio perfil e a forma como cada um funciona.

Você já deve ter ouvido essa frase: “Minha liberdade termina quando começa a liberdade do outro”. Em outras palavras, a partir do momento que eu passo a me conhecer melhor e também a entender como funciona o outro, as relações ficam mais harmoniosas, e a liberdade de cada um passa a ser mais respeitada. A mudança inovadora nas relações começa por este conceito

Tomar decisões profissionais de maneira impulsiva pode prejudicar a carreira

Durante sua carreira como Hunter e Consultora, principalmente nos últimos anos, a profissional Mari Clei Araújo, diretora da MC Coaching & Consultoria, tem observado um comportamento comum curioso e sem sentido em muitos profissionais. Geralmente de pessoas na faixa dos 35 aos 45 anos. É justamente neste momento que muitos profissionais promovem mudanças bruscas – e sem planejamento – em suas carreiras.

“Percebo este comportamento por meio dos currículos que eles me enviam, seja para se candidatarem a uma vaga anunciada, seja para buscarem uma recolocação/mentoria para uma transição de carreira. Alguns também me procuram para estarem melhores preparados para uma possível entrevista de emprego – mesmo sem ter nada em vista ainda, além do desejo de mudança, para os empregados, e de voltar ao mercado, para os desempregados”, explica Mari.

A análise básica de um profissional começa sempre por uma cuidadosa avaliação do seu currículo, além da entrevista. Quando Mari Clei é procurada por um profissional para ajudá-lo em sua carreira, a entrevista inicial sempre acontece e é uma etapa importante do serviço que poderá ser prestado pela especialista para aquele possível cliente. Quando se trata de um currículo enviado para atender a uma vaga anunciada, a entrevista pode até não acontecer – tudo vai depender do perfil e do currículo do candidato.

“Por causa desses diferentes cenários, leio muitos currículos diariamente. É o meu trabalho. E existem tendências e comportamentos que vejo, perigosamente, se repetirem. Ao avaliar um CV, observo, por exemplo, as empresas que aquela pessoa já passou, os cargos ocupados e o tempo que permaneceu em cada emprego. Essas informações, reunidas, representam a trajetória de desafios e conquistas alcançados por cada profissional ao longo de sua carreira – e serão muito importantes para que ele tenha sucesso em seus objetivos”, diz Mari.

De acordo com ela, “as minhas estatísticas informais, após ler tantos currículos, mostram que um número muito grande de profissionais, das mais variadas áreas, tem um comportamento impulsivo e arriscado muito parecido quando estão na faixa entre 35 e 45 anos. Em algum momento, nesta idade, esses profissionais passam a questionar o tempo que estão na empresa atual, os seus desafios no cargo que ocupam, o seu líder e até se arriscam a traçar cenários (geralmente negativos) para a sua carreira se continuarem onde estão”.

É exatamente por isso que é fácil notar como muitos profissionais simplesmente alteram a rota de suas carreiras entre os 35 e 45 anos – um fato muito evidente nos currículos. Eles fazem grandes mudanças, ou pelo menos tentam. Eles questionam-se muito neste momento, com o objetivo de avaliar se aquela situação o está fazendo feliz em sua vida pessoal e profissional.

E o que normalmente acontece? Esses profissionais ficaram muitos e muitos anos em uma mesma empresa – de cinco a 15 anos, em diversos casos. Eles passam por diferentes cargos, mudam de departamentos e, de repente, tomam uma decisão inusitada: pedem demissão. Uma decisão crucial tomada sem qualquer planejamento. Depois deste momento, boa parte deles passa a permanecer pouco tempo nas novas empresas – reduzem para três a quatro anos sua estada média nos empregos, segundo Mari Clei.

“Isso tudo fica lá registrado no currículo e chama muito a atenção de um recrutador ou de um consultor de carreira, como eu. Então, é inevitável eu perguntar à pessoa por que ela saiu daquela empresa onde tinha ficado tanto tempo. Aquele foi um momento de ruptura em sua carreira e é importante entender como aconteceu. A resposta mais comum que costumo receber é desoladora: ‘Eu já estava há muito tempo lá e decidi sair para ter novas experiências’. Ok, nesta hora, eu questiono o profissional se ele já tinha alguma oportunidade em vista na época ou, quem sabe, algum plano incrível. A resposta seguinte é ainda mais assustadora. ‘Não tinha nada em vista. Decidi sair para avaliar depois’. Conheci dezenas e dezenas de profissionais que vivenciaram situações iguais ou muito parecidas com esta, comenta a diretora da MC Coaching & Consultoria.

Ela já atendeu alguns profissionais que permaneceram até 15 anos na mesma empresa ou cargo   e pediram para sair, mesmo diante de cenários inusitados – em plena crise econômica, por exemplo. “Definitivamente, este não é o melhor momento para se despedir daquele chefe insuportável. Em muitos casos, observo que os profissionais tomam essas decisões repentinas por causa do seu líder ou do ambiente de trabalho”, acrescenta. Estudos indicam que o fator que causa maior engajamento dos colaboradores é o seu chefe imediato, só perdendo para dois fatores: oportunidades de crescimento na empresa e os benefícios oferecidos.

“Quando me deparo com um profissional que está prestes a ter esse tipo de comportamento, mas procura minha consultoria antes de sua decisão final, tento sempre questioná-lo sobre o seu “Plano B”. Qual será o seu próximo passo após sair da empresa atual? Como está a oferta de vagas neste segmento? Como está a situação deste setor hoje em dia? Qual é a sua estratégia daqui para frente? Enfim, cabe a nós, consultores, convencer o profissional que esse tipo de decisão nunca pode ser emocional. Nem pode ser tomada na mesa de um bar, bebendo com amigos cheios de opiniões e conselhos”, afirma a especialista.

Com base neste cenário, Mari Clei tem uma dica para quem enfrenta uma situação similar: “Não jogue para o alto tudo o que você construiu até hoje em sua trajetória profissional. Mesmo que não te faça feliz, o que você conquistou até esta etapa faz parte de você e precisa ser a sua porta de entrada em uma nova fase. Sem dúvida, decisões impensadas  não devem ser nem cogitadas. É preciso, isso sim, para ter uma carreira de sucesso, avaliar a melhor estratégia e, em qualquer situação, sempre montar um bom Plano B, muito bem planejado. Falar que vai sair da empresa e irá vender coco na beira da praia também não é a solução, mesmo que esta venda  seja na Tailândia. Em pouco tempo você poderá começar a questionar a sua atitude e a sua nova carreira da mesma forma”, avalia ela.

O profissional deve observar o seu momento e pensar em seu currículo, na sua carreira e no que consegue fazer com tudo isso.  A principal causa das saídas das empresas são: líderes, salário, distância e falta de perspectiva de crescimento profissional. “Portanto, é necessário avaliar as causas principais de sua saída e para onde você vai, bem como avaliar os passos que você pode dar antes de se aventurar. Analise os segmentos de mercado nos quais você pode atuar, Como eles estão? As empresas estão em expansão ou cortando gastos? Elas estão contratando ou demitindo? Seu perfil é atrativo para este mercado no momento atual? Qual o seu diferencial, como profissional daquele setor?”, questiona Mari Clei.

Estes passos são importantes para evitar constantes saídas e entradas em empresas. É importante o profissional saber que permanecer menos de seis meses em uma empresa também não é bem visto pelo empregador, com exceção dos trabalhos temporários – neste caso, é fundamental   citar isso no currículo. Os donos das vagas não vêm positivamente os profissionais com constantes trocas de empregador.

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Home office, a difícil arte da disciplina dentro de casa

Como ter disciplina diante do cenário atual determinado por algumas empresas? Isso tudo está exigindo muitas adaptações, indispensáveis, em cada um de nós. Esta nova realidade entrou de uma vez pela porta da frente das nossas casas de um jeito que nunca imaginaríamos. A verdade é que o mundo corporativo entrou em nossas casas de uma maneira mal planejada. Assim como os encontros e reuniões com colegas e equipes também foram transformados, tornando-se virtuais.

É esse cenário do chamado “novo normal” de muitas pessoas que está gerando o que chamamos de Fadiga Mental, um termo ainda meio recente, que muitos profissionais podem estar sofrendo sem saber. E o que é Fadiga Mental? É a sensação de se sentir cansado demais – só que pelo mundo online.  O Home Office trouxe para a nossa vida, por exemplo, um excesso de reuniões em vídeos cada vez mais exaustivas.

Tudo isso, alinhado à rotina de trabalho que já existia, e somado às atividades domésticas que muitos não tinham na sua rotina, nos dão a sensação de que o nosso trabalho aumentou. E aumentou mesmo. Esse excesso é decorrente de mais reuniões (virtuais) e também das telas do celular ou do computador. Essas imagens em telas tendem a consumir mais energia de nós para que consigamos interpretar corretamente tudo que acontece relacionado à reunião. Ao contrário, nos encontros pessoais, há muitos estímulos que facilitam toda esta comunicação, gerando menos estresse e gastando menos da nossa energia.

Além disso, muitas vezes, sem nos dar conta, estamos participando de reuniões virtuais com tensão no rosto ou franzindo a testa, por exemplo, alguns dos sintomas da Fadiga Mental – e isso pode até nos gerar dor de cabeça durante ou após a reunião virtual.

É fácil entender esse cenário. Nossas mudanças foram muito maiores do que alguns imaginam. Antes nos deslocávamos para ir ao trabalho, enfrentávamos trânsito, engarrafamentos, horas no metrô, trem, para chegar em nosso posto de trabalho e por lá ficar, muitas vezes, entre 8 e 10 horas todos os dias. E no final do período voltar para a nossa rotina normal de casa, com filhos, família, faculdade, academia – quase sempre, neste horário não havia mais trabalho. E hoje ainda há! Uma dica simples para amenizar essa Fadiga Mental é tentar reduzir a quantidade de imagens, e aumentar a quantidade de textos e áudios, se for possível. Isso já reduziria o trabalho do cérebro, evitando parte desse cansaço e esforço exagerado.

Neste “novo normal”, as empresas entraram em nossas residências, quartos, salas e cozinhas – e tivemos de nos adaptar por uma necessidade emergencial, sem planejar muito a viabilidade do espaço, iluminação, ruídos etc. Passados cinco meses, diversas empresas transferiram definitivamente suas ações (reuniões/treinamentos/feedbacks) e hoje incorporamos esta rotina à nossa vida pessoal dentro de nosso lar, somadas às ações do dia a dia, como cuidar dos filhos ou da casa. Para alguns, esta transformação foi super tranquila, mas para outros ainda incomoda muito.

Mudanças fazem parte da nossa vida, mas a pandemia trouxe a todos uma nova visão de responsabilidades, disciplina e autocontrole, em um cenário nada ajustado para isso. Apesar disso, cada funcionário precisa seguir em frente, entender qual a melhor forma de não perder o foco no trabalho, na carreira e ainda manter a harmonia dentro dos seus lares.

Para nos adaptarmos a qualquer mudança, em geral, levamos em média de três a seis meses. E se isso não for planejada, certamente vai gerar algum desconforto inicial. Para isso, eu gostaria de apresentar algumas sugestões que podem melhorar a sua produtividade e a sua harmonia com a vida profissional.

Negocie com o seu líder: este momento de adaptação requer que você busque novas formas de se relacionar, mostrando efetivamente o que está lhe deixando com algum desconforto – podem ser as rotinas diárias, por exemplo, e, neste caso, uma forma para se adaptar é criar uma agenda com os horários das reuniões virtuais.

Crie seu próprio espaço mental: se você tem dificuldade para se adaptar ao local atual de trabalho, imagine que a sua casa, agora, além das divisões normais, ganhou um novo local voltado para o trabalho. Você terá que estar adaptável: roupas, material de trabalho, móveis, iluminação, ruídos, conexão com a internet – tudo isso tem que ser muito bem controlado. Crie seu espaço e faça dele o melhor possível, assim você terá disposição para entrar em ação todos os dias, com uma estação de trabalho do jeito que você gosta.

Adaptar uma nova rotina: reorganize suas atividades domésticas e profissionais. As tarefas domésticas, realizadas juntas com as atividades profissionais, levam a pessoa a trabalhar mais. Procure separar o que é importante do urgente em suas atividades e tente iniciar pelo menos as três principais que vão gerar resultados em sua vida , assim você coloca as prioridades para aquilo que deseja alcançar.

O importante deste novo momento é que as pessoas reajam ou respondam de forma diferente, de acordo com a sua disposição, o seu preparo, planejamento, idade e tendências. Por isso, é importante você lembrar daquela velha e famosa frase: “Os que mais se adaptarem serão os que sobreviverão”. Fazer a gestão da mudança requer que você se desafie o tempo todo, e, neste novo normal, é fundamental inovar e se adaptar constantemente.

(Artigo escrito por Mari Clei Araújo, diretora da MC Coaching & Consultoria, cliente da g6 Comunicação)

SUGESTÃO DE PAUTA: Como se dar bem numa entrevista de emprego!

Entrevistas de emprego online: tendência do momento atual.

Muitos profissionais preparados não avançam em alguns processos seletivos dos quais participam por cometerem erros básicos durante a entrevista inicial com o recrutador, ou mesmo, num segundo momento, em uma entrevista com o líder responsável pela área que está buscando o profissional. A entrevista é um momento-chave dentro do recrutamento, é a hora que o candidato deve mostrar, na prática, numa conversa clara, tranquila e objetiva, parte das suas qualidades que estão destacadas no seu currículo.

“Em muitos casos, os empregadores criam vagas para pessoas que os convencem que podem ajudá-los a suprir necessidades e solucionar problemas. Este possível empregador tem apenas uma pergunta em mente durante a entrevista para uma vaga. É a mesma pergunta que qualquer cliente faz ao considerar se deve ou não comprar um produto ou serviço – este empregador é um cliente. E, portanto, o candidato é um produto ou um serviço que está à venda. A pergunta do seu possível cliente é: O que eu ganho com isso?”, afirma Mari Clei de Araújo, sócia da MC Coaching & Consultoria. O tipo de emprego que a pessoa poderá conseguir e o salário que receberá serão uma medida do quando ela foi bem-sucedida ao vender sua imagem e os seus serviços nesse momento crítico da sua carreira.

Antes de ir para entrevista de emprego, o candidato deve ter em mente estes três itens: 1) Todo empregador tem necessidades que não foram supridas; 2) Todo empregador tem problemas que não foram resolvidos; 3)Todo empregador representa uma oportunidade para o candidato. Por isso é tão importante estar bem preparado para esta entrevista de emprego. Confira algumas dicas de Mari Clei Araújo:

Pontualidade. Isso é indispensável. Em muitas empresas há uma orientação clara dos empregadores para os recrutadores não contratarem uma pessoa que chegou atrasada à entrevista de emprego. Então, redobre seu cuidado e calcule com bom-senso o tempo real que você vai precisar para se locomover ao local, considerando o trânsito e todas as demais variáveis. Com a pandemia, a grande maioria dos processos ocorre via online. Portanto, é importante que você avalie se a sua conexão de Internet está boa. Algumas empresas utilizam plataformas como Zoom, Google Meet, Microsoft Teams ou até o Skype. Verifique um dia antes se está tudo funcionando bem, se está instalado em seu dispositivo e se o endereço de e-mail está correto. Fique pronto uns 15 minutos antes. Avalie a iluminação, o fundo do local onde você escolheu fazer a entrevista – cuidado para que não apareça desorganização nesse local. Cheque também a altura da mesa para você conseguir olhar de frente o entrevistador. Confira se aparece seu rosto inteiro, centralize a imagem com parte do seu corpo com se fosse uma foto 3×4. Se no local que você estiver existir algum barulho, use o microfone do seu próprio celular para ficar nítida e clara a sua fala durante a entrevista.

A primeira impressão conta muito. Por isso, vista-se bem para essa entrevista. Suas roupas, segundo algumas estimativas, podem somar 95% da primeira impressão que um possível empregador poderá ter de você. E o motivo é simples: as primeiras impressões são quase sempre visuais. Como escolher a roupa certa? Em primeiro lugar, entenda como aquela empresa funciona, qual é a sua cultura interna e então procure se vestir da mesma forma que faria se já estivesse trabalhando no local. Em muitos casos, há pessoas que são contratadas por serem os entrevistados mais bem vestidos. No caso dos homens, por exemplo, nem sempre terno e gravata passam uma boa primeira impressão. Algumas dicas para as mulheres: vá com os cabelos arrumados, maquiagem suave, blusa e calça discretas e sapatos confortáveis. Para os homens: cabelo e barba em ordem (hoje em dia não é necessário fazer a barba para uma entrevista de emprego, mas é essencial que ela esteja limpa e aparada), camisas sem muitos desenhos e sapatos discretos. A recomendação que vale para ambos é sentir-se confiante e elegante ao mesmo tempo, mas sem abandonar a sua própria personalidade e estilo.

Saiba se vender. Uma entrevista de emprego nada mais é do que uma venda, na qual o empregador é o cliente e você é o produto à venda. Se você vai conseguir ou não o emprego, e até mesmo o seu salário, serão resultado dessa “venda”.  Do quanto você foi bem-sucedido ao vender a sua imagem. Para se sair bem, lembre-se que todo empregador tem necessidades que ainda não foram atendidas e problemas ou desafios não resolvidos. Para você, isso significa uma oportunidade. Este empregador tem uma grande dúvida: “Como serei beneficiado contratando você?”. Seu grande desafio na entrevista é responder adequadamente essa pergunta, mostrando de maneira clara e objetiva que você pode alcançar, evitar ou preservar algo que é prioridade para aquela empresa. Ou seja: seu dever na entrevista é mostrar, com entusiasmo, que você é capaz de atingir aquele resultado que ele necessita. Para isso, é muito importante você se preparar para esse encontro. O seu trabalho é convencer o empregador de maneira surpreendente de que este é o emprego certo para você e que você é a pessoa certa para este emprego.

Estudo e planejamento. A preparação para a entrevista, que inclui responder a questão citada no tópico anterior, exige estudo e planejamento. Primeiro, esteja atualizado sobre o que está acontecendo no mundo e, em especial, na cidade onde existe a vaga para a qual você está se candidatando. Segundo, estude a empresa, seu mercado de atuação, produtos, serviços e concorrentes. Entenda como o seu mercado está funcionando e quais são seus principais problemas e desafios. Você não pode se apresentar como um profissional útil para os objetivos de negócios da empresa sem entender um pouco sobre esta área.

Prepare sua memória. Na véspera da entrevista, ou poucos dias antes, treine sua memória, lembrando dos momentos mais marcantes da sua carreira profissional, das suas conquistas, de momentos que o seu desempenho profissional tenha realmente se destacado. Ter isso tudo fácil na cabeça vai transmitir segurança e objetividade ao recrutador – dois atributos muito positivos. Anote em um papel, um dia antes da entrevista, realizações profissionais, momentos importantes de decisão em sua carreira, situações em que você teve que resolver problemas com a equipe ou com seu líder ou mesmo situações do dia a dia em que suas emoções foram colocadas à prova.

Faça boas perguntas. Sua função na entrevista de emprego não é apenas responder bem as questões que forem feitas. Você também pode ficar atento e esperar por boas oportunidades para fazer perguntas inteligentes e pertinentes. Seu objetivo será mostrar interesse pela empresa e pela vaga e, principalmente, demonstrar que você pesquisou sobre a empresa e sua área de atuação. Apenas não faça perguntas simples demais que qualquer um poderia obter respostas numa consulta rápida no Google – nesse caso, você passaria uma imagem contrária: de não ter estudado nada sobre a empresa.

A principal meta do candidato na entrevista de emprego é convencer o empregador de que ele pode alcançar o resultado que a empresa precisa. O custo é a sua contratação. Quanto melhor você o profissional se planejar e se preparar, mais fácil será convencer o empregador que ele é a pessoa ideal para o emprego. É importante descrever a experiência de forma que se relacione com a posição. Também é muito positivo não ter medo de ser entusiasta e assertivo ao vender a si mesmo para o empregador.

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Dicas para entrevistas

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Confira 7 erros que você não pode cometer no seu currículo! (*)

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O nome “curriculum vitae” vem do latim, onde significa “trajetória de vida”. Hoje ele é mais conhecido como “CV” ou “currículo” e tem como objetivos contar a história educacional e as experiências profissionais de alguém, além de destacar suas habilidades e competências.

O que a obra “Mona Lisa”, uma das pinturas mais brilhantes, famosas e reproduzidas de todos os tempos, tem em comum com a sua carreira profissional? A “Mona Lisa” foi concluída em 1506 por Leonardo da Vinci, pintor de destaque do Renascimento Italiano, que também foi um gênio em diversas outras áreas. Pois é da autoria dele o primeiro currículo profissional que se tem notícia. Foi em 1482. Ele tinha 30 anos e queria convencer o Duque de Milão, Ludovico Sforza, a lhe dar um emprego para construir pontes, máquinas, trincheiras e outras coisas. Com esse objetivo, ele escreveu um documento que descrevia suas habilidades e como elas poderiam ser úteis para Milão. Apesar de escrito centenas de anos atrás, ele reforça algumas lições para elaborar um currículo nos dias de hoje.

O nome “curriculum vitae” vem do latim, onde significa “trajetória de vida”. Hoje em dia, ele é mais conhecido simplesmente como “CV” ou “currículo” e tem como objetivos contar a história educacional e as experiências profissionais de alguém, além de destacar suas habilidades e competências. Independente de você estar empregado, e buscar uma melhor posição, ou desempregado, o seu currículo é uma ferramenta-chave para você se comunicar com os recrutadores e conseguir outro emprego. Então, é essencial elaborar o seu CV com muito cuidado, e evitar cometer alguns erros que muitos profissionais ainda insistem. Como parte da nossa experiência aqui na MC Coaching e Consultoria está diretamente ligada a recrutamento de profissionais, eu queria te contar sete erros que você nunca pode cometer no seu currículo.

1) Não faça um currículo longo demais. Seu CV precisa ser bem objetivo, com no máximo duas páginas. As pessoas costumam mandar currículos com três a quatro folhas, mas eu já cheguei a receber documentos com até oito páginas! Isso é muito cansativo para quem está avaliando os currículos e pode acabar prejudicando bastante o candidato – em outras palavras, ele pode ser simplesmente descartado do processo por causa do tamanho do seu currículo. O bom recrutador espera receber informações objetivas, ele deseja que o CV a ser analisado já esteja direcionado adequadamente para a vaga a qual a pessoa está se candidatando.

2) Não mande o mesmo currículo para todas as vagas que disputa. O ideal é que todos sempre tenham mais de um currículo com versões mais direcionadas para determinada vaga. É uma dica mais aplicável aos profissionais com bastante experiência e que já passaram por diversas áreas, às vezes dentro da mesma empresa. Minha sugestão é que você tenha no mínimo dois currículos. Exemplo: se você tem experiência nas áreas financeira e contábil, por mais que você ache que sejam áreas ligadas, não adianta destacar as atividades contábeis para conquistar uma vaga na área financeira. É claro que no seu histórico profissional essas informações serão apresentadas, mas no item “Resumo das Qualificações” é muito importante que você destaque habilidades e experiências diretamente ligadas à vaga em disputa. O melhor é você adequar o seu currículo para cada vaga, mas sempre com informações verdadeiras. Se a vaga exige experiência internacional, por exemplo, você vai precisar criar um item para mostrar essa experiência, caso você possua – enquanto para muitas vagas essa não é uma característica tão essencial. Aqui vale outra dica: não perca tempo se candidatando a vagas que você não tem qualificação ou experiência. Muita gente costuma fazer isso, e não funciona. Se por exemplo, a oportunidade é para uma secretária executiva e você nunca exerceu essa função e nem tem um curso de secretariado, mas tem grande experiência como auxiliar administrativo, por mais que algumas atividades possam ser semelhantes, você não será escolhido e ainda deixará uma má impressão com o selecionador.

3) Não minta no seu currículo. Um exemplo clássico: se você não possui determinada vivência profissional e afirma que tem no CV, você corre o sério risco não só de perder a vaga, mas de ainda passar por uma situação constrangedora durante a entrevista. O recrutador vai checar informações com você e pedir detalhes que você não terá como passar. Há também os casos de profissionais que colocam “inglês avançado” no seu CV. Na hora da entrevista, quando esse é um aspecto considerado muito importante pela empresa, a entrevista pode acontecer em inglês e, neste caso, uma mentira certamente significará o fim do processo para aquele candidato.

4) Não esqueça de colocar o seu CEP. Seu currículo deve conter todos os seus dados pessoais, como endereço completo com CEP. Especialmente para vagas operacionais, o recrutador pode precisar destas informações para calcular a distância que o candidato terá de casa ao trabalho, e vice-versa. Isso é imprescindível, se a empresa determinar um limite de distância para seu futuro profissional. Como estamos trabalhando com um grande volume de CVs, quem colocar tudo certinho terá a preferência de ser avaliado melhor e não ser descartado injustamente.

5) Não coloque fotos inadequadas. Não é obrigatório colocar foto no seu currículo, mas se você quiser colocar, fique à vontade. Mas tenha muito cuidado ao escolher a foto. É importante que seja uma imagem com roupas mais sociais, de preferência com fundo branco, sem outras pessoas. Não publique fotos de você nos seus momentos de lazer, por exemplo. Essa foto do CV deve ser planejada e feita com este objetivo. Falando em fotos e imagem pessoal, uma dica que vale para quem busca um emprego e também para quem está contratado: cuidado com o que você posta nas suas redes sociais. Não poste exageradamente temas radicais sobre política, religião ou futebol, por exemplo. Cuidado com fotos feitas em churrascos e festas com amigos. Não poste fotos com bebida alcoólica. No caso do processo seletivo, pode ter a certeza que o recrutador vai dar uma olhada nas suas redes sociais antes de agendar uma entrevista – e você pode passar uma impressão errada sobre você mesmo com as suas publicações.

6) Não seja repetitivo. Além da questão do tamanho do seu CV, é importante você passar ao recrutador uma imagem de objetividade e organização. E um dos erros mais comuns que contribui para transmitir uma inversa oposta disso é ser repetitivo. Para evitar isso, planeje seu CV, escreva tudo com cuidado e depois leia e releia. Muitas pessoas repetem praticamente a mesma informação em “Resumo das Qualificações” e “Histórico Profissional”, e isso é cansativo e percebido como algo negativo. “Resumo das Qualificações” deve ser o segundo item do seu CV, logo após “Dados Pessoais”. Se você colocou ali, por exemplo, “10 anos de experiência em cargos de liderança e gestão de equipes” porque isso faz sentido para a vaga em disputa, não detalhe novamente isso no “Histórico Profissional” ao contar sobre suas experiências – neste caso, bastará colocar o seu cargo e o período. Em “Resumo das Qualificações”, sim, é importante apontar seus destaques e experiências profissionais de uma forma resumida, clara e objetiva.

7) Não deixe de destacar suas principais realizações. Outro item importante para se destacar de outros candidatos, mostrando claramente que premiações e realizações você já conquistou. Por exemplo: uma certificação internacional ou algum resultado concreto que a sua empresa obteve ganhos ou economias por um intermédio de um projeto que você idealizou ou realizou, ou mesmo algo que você conquistou por iniciativa sua. É importante, quando for o caso, você demonstrar suas iniciativas, foco e resultados para atingir aquilo que foi importante para a empresa e também para o seu currículo.

(*) Mari Clei Araújo é diretora da MC Coaching e Consultoria, cliente da g6 Comunicação.

A competitividade do mercado de trabalho está em alta!

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No mundo pós-pandemia, a competitividade para se conseguir um emprego será maior, exigindo dos candidatos ainda mais preparo para superar os mais diferentes desafios e capacidade de dar respostas mais rápidas às organizações.

Em 1959, o naturalista inglês Charles Darwin publicou o livro “A origem das espécies”, no qual mudava radicalmente a biologia com a sua famosa “Teoria da Evolução”. De acordo com essa teoria, há uma luta pela sobrevivência na natureza, mas aquele que sobrevive não é necessariamente o mais forte e, sim, o que melhor se adapta às condições do ambiente em que vive. Uma luta parecida deve se acirrar daqui para frente no mercado corporativo do novo mundo pós-pandemia. Os profissionais mais bem-sucedidos e com mais chances de conquistarem os melhores empregos serão os que tiverem maior capacidade de reagir positivamente às mudanças que já começamos a enfrentar.

Neste mundo pós-pandemia, portanto, a competitividade para se conseguir um emprego será ainda maior, exigindo dos candidatos mais preparo para superar os mais diferentes desafios e capacidade de dar respostas mais rápidas às organizações de todos os portes e segmentos. Hoje em dia, o mercado de trabalho já busca profissionais não apenas com habilidades técnicas, mas também com habilidades humanas e conceituais. Eles têm que estar alinhados aos objetivos estratégicos da empresa na qual trabalham. Essa tendência deve se acelerar fortemente daqui para frente, pois a quantidade de mão-de-obra disponível no mercado vai crescer bastante e, ao mesmo tempo, os consumidores e clientes também estão mudando. Muitas empresas, e seus profissionais, precisarão mudar para continuarem sendo competitivos. Muitas empresas terão de se reinventar para não morrerem – e isso exigirá profissionais capazes de enxergar e aplicar as inovações necessárias.

É preciso entender que existe uma diferença muito importante entre “competitividade” e “competição”. No mundo corporativo, por exemplo, o que diferencia uma empresa que desenvolve a competitividade e aquela que incentiva a competição? Competição não é algo positivo. Já a competitividade é saudável, pois envolve a autossuperação e a busca pela melhor forma de realizar uma atividade, enquanto a competição é uma maneira de superar o outro, como se fosse um esporte. Os profissionais que são treinados para desenvolver as características da competitividade conseguem alcançar mais rapidamente os seus objetivos e melhorar os resultados que a sua empresa demanda.

Mas como se tornar, na prática, um profissional mais competitivo? Competitividade abrange, obrigatoriamente, três pontos essenciais no dia a dia de trabalho: aprendizado constante, talentos/competências e rede de contatos.  Essas questões não podem sair da mira de quem pretende se aprimorar profissionalmente e ser mais competitivo ao disputar uma futura posição dentro de um organização de qualquer tamanho ou área de atuação. Confira algumas características de um profissional competitivo que são buscadas, cada vez mais, pelos selecionadores e chefes:

  • Resiliência. A resiliência pode ser definida como a capacidade de superar as adversidades, sem transformar isso em sentimentos negativos. O cenário deste mercado pós-pandemia será caracterizado por frequentes e rápidas transformações de tecnologia e na economia, exigindo mudanças nas instituições e nos seus profissionais. Isso exige a capacidade de saber se adaptar. E somente assim as empresas conseguirão se ajustar às novas condições econômicas, sociais, culturais, tecnológicas e políticas. Todas essas pressões e cobranças constantes por parte da empresa e do mercado poderão gerar ansiedade e estresse em profissionais sem a capacidade da resiliência. O mercado de trabalho necessita de profissionais adaptáveis às mudanças e capazes de lidar com as pressões de uma forma positiva.
  • A capacidade de tomar decisões eficazes. É fundamental que o funcionário aprenda a fazer escolhas de forma rápida e assertiva.
  • Ser diferente. É essencial se diferenciar dos demais. Pensar diferente, trazendo soluções inovadoras para questões do dia a dia. Para isso, é preciso colocar em prática suas habilidades, mostrando competências, agregando valor ao seu trabalho e, assim, buscando bons resultados para a empresa.
  • Inovação. Inove sempre que puder. Inovar significa “sair da caixa”, ter ideias, criar novas soluções e abusar da criatividade – sem deixar de ser factível, é claro. Isso vai diferenciar e valorizar seu trabalho. Ser inovador nos processos internos representa pensar de modo distinto, criar um ambiente propício ao desenvolvimento da equipe, gerar valor e, com isso, atingir objetivos expressivos.
  • Empatia. É a habilidade de se colocar no lugar do outro. Desenvolvê-la requer atitudes como ouvir na essência, o que exige olhar para a pessoa enquanto ela fala, sem julgar ou dividir sua atenção com atividades paralelas, por exemplo. A empatia é uma das competências sociais mais relevantes para o mercado de trabalho.Por meio desse sentimento, os líderes se tornam capazes de realizar tarefas como: compreender seus liderados e manter um interesse ativo por suas preocupações; dar a melhor orientação para servir, antever, identificar e satisfazer as necessidades dos clientes; aprimorar sua capacidade de desenvolver equipes, perceber as necessidades das pessoas, identificar seus pontos fracos e reforçar suas aptidões; e cultivar as melhores oportunidades por meio de pessoas diferentes, sem deixar de valorizar a diversidade.
  • Estudar constantemente. Existem muitas formas de estudar constantemente sobre a sua profissão e o seu mercado de trabalho: ler reportagens, estudos, pesquisas e livros; ter conhecimento dos fatos que são notícias relevantes na atualidade; conversar com outros profissionais da área; pesquisar novidades; ser ativo em grupos de discussão online relacionados à sua profissão; investir na educação contínua com coaching; pós-graduação; cursos complementares; treinamentos online; seminários; palestras; buscar novas tendências; e manter-se ativo com a sua rede de contatos – entre muitas outras ações essenciais para quem, de fato, deseja estar à frente.

A competitividade dentro das empresas deve ser encarada com um ponto altamente positivo. A visão de que ela causa rivalidades e brigas no ambiente corporativo já está ultrapassada, pois nem sempre isso acontece de verdade. Hoje, em geral, os profissionais já conseguem desenvolver essas características com bom humor e respeito pelos demais. Para se ter ideia, de acordo com uma pesquisa da Page Personnel, organização de recrutamento especializada em profissionais de gestão, 90,3% dos profissionais consultados afirma que a competitividade faz bem ao desenvolvimento do profissional e da própria empresa. Então, que tal você também começar a investir na sua competitividade profissional?

No link abaixo, você pode ler o artigo sobre este tema publicado no Linkedin por Mari Clei Araújo, diretora da MC Coaching e Consultoria, cliente da g6 Comunicação.

https://www.linkedin.com/pulse/competitividade-est%25C3%25A1-em-alta-mari-clei-araujo

Você sabe fazer a gestão das suas prioridades? (*)

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Você quer conquistar, quer realizar seus desejos? Se a sua resposta for “sim”, saiba que, então, está na hora de transformar suas ideias em objetivos e definir prioridades para cada coisa – colocando, urgente, tudo isso no papel. Você também precisa criar etapas dentro de cada objetivo para concretizar o que você deseja. Para isso, você precisa efetivamente entrar em ação. Os dois maiores inimigos da maioria das pessoas para estabelecer e cumprir adequadamente suas prioridades costumam ser procrastinar e trabalhar como um  workaholic.

Será que você é um procrastinador? Sabe quando temos algo importante para fazer, mas não conseguimos iniciar? Fazemos todas as outras coisas antes ou não fazemos nada de concreto? Isso é procrastinar. É o hábito de adiar tarefas importantes, muitas vezes algo que está em nossa lista de prioridades para atingir determinados objetivos, deixando para lidar com esta situação depois. Um depois que, com frequência, nunca chega. Esta prática, como eu disse antes, é um dos maiores inimigo de quem está tentando cumprir prioridades. Adiar as prioridades é altamente improdutivo.O curioso é que a procrastinação é uma prática tão antiga e usual no ser humano que pesquisadores até conseguiram compilar uma coletânea de filósofos que estudaram o tema ao longo da história.

Parar de procrastinar é o grande desafio do profissional que deseja melhorar seu desempenho, cumprir prioridades e, principalmente, atingir seus objetivos pessoais e profissionais. Em resumo, a procrastinação é a prática de desperdiçar tempo com um excesso de tarefas que não geram resultados – e te impedem de cumprir suas prioridades. Você sabia, por exemplo, que uma pesquisa recente mostrou que um indivíduo comum confere seu smartphone, em média, nada menos que 46 vezes por dia? Quanto tempo é perdido nisso? Outro dado interessante: em geral, 80% das mensagens que você recebe por email ou whatsApp não têm importância ou, pelo menos, não exige uma resposta urgente. Estes são apenas dois exemplos de atividades diárias que, efetivamente, “devoram” o seu tempo e, quando você percebe, o dia acabou e várias tarefas definidas por você mesmo como prioritárias simplesmente não foram cumpridas – deixando o seu objetivo um pouco mais distante. Aí você vai embora decidido a compensar isso no dia seguinte. No entanto, quase sempre, a mesma história se repete dia após dia. Existem algumas dicas que podem ajudar você a deixar de ser um procrastinador. Confira:

  • Dar um primeiro passo. Um bom truque, para começar, é definir uma meta tão baixa que você terá facilidade de cumpri-la, mesmo sendo um procrastinador. O psicólogo e diretor do Centro de Pesquisa sobre Procrastinação da Universidade de Carleton, no Canadá, Tim Pychyl, testou essa abordagem. As descobertas confirmaram sua eficácia. Depois que os alunos começaram, eles avaliaram as tarefas como menos difíceis e menos estressantes, e ainda mais agradáveis do que pensavam. Além disso, completar os micro-objetivos ajuda a dar uma sensação de realização, que serve como combustível para continuar trabalhando.
  • Gerencie suas emoções. Acreditar que você deve esperar estar com bom humor para fazer algo é uma armadilha que pode levar à procrastinação. Joseph Ferrari, por exemplo, um professor de psicologia na Universidade DePaul, nos Estados Unidos, descobriu que o pensamento “não estou com humor para cumprir determinada tarefa” pode levar a um ciclo vicioso.
  • Visualize o seu futuro “eu”. “Acreditamos que o “eu” de amanhã ou da próxima semana terá mais energia e mais força de vontade para seguir adiante em alguma tarefa que parece ameaçadora. Mas nós realmente não mudamos muito nesse período de tempo. Reforçar o senso de continuidade – ou seja: entender que o futuro só vai trazer melhorias a sua produtividade se o seu comportamento mudar – pode levar à menos procrastinação, segundo estudiosos do tema.
  • Faça planos que incluam os imprevistos. Ainda que você se comprometa a não procrastinar, os imprevistos podem acabar com seus planos. Uma mudança de comportamento pode ser o bastante para prevenir essa situação. É o que defende Thomas Webb, psicólogo da Universidade de Sheffield. Em específico, Thomas considera que adquirir uma atitude baseada na estratégia “se-então” pode ser a melhor saída. Criada pelo psicólogo Peter Gollwitzer, a técnica “se-então” (em inglês, “if-then”) consiste em identificar antecipadamente fatos externos e internos que podem te atrapalhar no cumprimento da tarefa. O segundo passo é pensar, também antecipadamente, na resposta ao “imprevisto”. A reação pode envolver uma ação ou um pensamento.

Trabalhar o tempo todo, de maneira compulsiva, desempenhando sem parar, sem pensar e sem planejar todo tipo de tarefa, pode fazer de você um workaholic. Sim, você se orgulha de trabalhar muito. Mas será que trabalha de maneira organizada e estratégica? O workaholic é aquela pessoa que confunde horas trabalhadas com produtividade. O estresse e o desequilíbrio nos quais ele vive comprometem o seu rendimento porque o workaholic não sabe definir prioridades – e se souber definir, não consegue cumprir – porque ele se acumula de muitas tarefas e, por isso, se considera altamente produtivo. Se isso acontece com você, é importante que você pare, reflita e descubra se você é um profissional com este perfil. O grande desafio para um profissional com este perfil será identificar o que ele pode delegar ou mesmo realocar recursos para evitar acumular tarefas.

E, por último, use o seu tempo emocional. Você já parou para pensar quanto tempo você desperdiça quando se irrita com coisas insignificantes? Ou quando se entrega às preocupações em vez de agir para solucionar o problema? O descontrole emocional gera uma reação em cadeia. Quanto mais você se descontrola, mais perde seu tempo e produtividade. E provoca o mesmo efeito nas pessoas ao seu redor. Pergunte-se: “O que eu, somente eu, posso fazer e que, se for bem feito, fará uma grande diferença para a realização dos meus objetivos?” Esta é a chave da questão.

Aproveite todas essas dicas para identificar as suas prioridades, e estabelecer a direção que deseja seguir nos diferentes aspectos da sua vida. Assim, é só assim, você vai construir um ano realmente novo e mais feliz.

(*) Mari Clei Araújo é diretora da MC Coaching & Consultoria, cliente da g6 Comunicação.