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Confira 7 erros que você não pode cometer no seu currículo! (*)

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O nome “curriculum vitae” vem do latim, onde significa “trajetória de vida”. Hoje ele é mais conhecido como “CV” ou “currículo” e tem como objetivos contar a história educacional e as experiências profissionais de alguém, além de destacar suas habilidades e competências.

O que a obra “Mona Lisa”, uma das pinturas mais brilhantes, famosas e reproduzidas de todos os tempos, tem em comum com a sua carreira profissional? A “Mona Lisa” foi concluída em 1506 por Leonardo da Vinci, pintor de destaque do Renascimento Italiano, que também foi um gênio em diversas outras áreas. Pois é da autoria dele o primeiro currículo profissional que se tem notícia. Foi em 1482. Ele tinha 30 anos e queria convencer o Duque de Milão, Ludovico Sforza, a lhe dar um emprego para construir pontes, máquinas, trincheiras e outras coisas. Com esse objetivo, ele escreveu um documento que descrevia suas habilidades e como elas poderiam ser úteis para Milão. Apesar de escrito centenas de anos atrás, ele reforça algumas lições para elaborar um currículo nos dias de hoje.

O nome “curriculum vitae” vem do latim, onde significa “trajetória de vida”. Hoje em dia, ele é mais conhecido simplesmente como “CV” ou “currículo” e tem como objetivos contar a história educacional e as experiências profissionais de alguém, além de destacar suas habilidades e competências. Independente de você estar empregado, e buscar uma melhor posição, ou desempregado, o seu currículo é uma ferramenta-chave para você se comunicar com os recrutadores e conseguir outro emprego. Então, é essencial elaborar o seu CV com muito cuidado, e evitar cometer alguns erros que muitos profissionais ainda insistem. Como parte da nossa experiência aqui na MC Coaching e Consultoria está diretamente ligada a recrutamento de profissionais, eu queria te contar sete erros que você nunca pode cometer no seu currículo.

1) Não faça um currículo longo demais. Seu CV precisa ser bem objetivo, com no máximo duas páginas. As pessoas costumam mandar currículos com três a quatro folhas, mas eu já cheguei a receber documentos com até oito páginas! Isso é muito cansativo para quem está avaliando os currículos e pode acabar prejudicando bastante o candidato – em outras palavras, ele pode ser simplesmente descartado do processo por causa do tamanho do seu currículo. O bom recrutador espera receber informações objetivas, ele deseja que o CV a ser analisado já esteja direcionado adequadamente para a vaga a qual a pessoa está se candidatando.

2) Não mande o mesmo currículo para todas as vagas que disputa. O ideal é que todos sempre tenham mais de um currículo com versões mais direcionadas para determinada vaga. É uma dica mais aplicável aos profissionais com bastante experiência e que já passaram por diversas áreas, às vezes dentro da mesma empresa. Minha sugestão é que você tenha no mínimo dois currículos. Exemplo: se você tem experiência nas áreas financeira e contábil, por mais que você ache que sejam áreas ligadas, não adianta destacar as atividades contábeis para conquistar uma vaga na área financeira. É claro que no seu histórico profissional essas informações serão apresentadas, mas no item “Resumo das Qualificações” é muito importante que você destaque habilidades e experiências diretamente ligadas à vaga em disputa. O melhor é você adequar o seu currículo para cada vaga, mas sempre com informações verdadeiras. Se a vaga exige experiência internacional, por exemplo, você vai precisar criar um item para mostrar essa experiência, caso você possua – enquanto para muitas vagas essa não é uma característica tão essencial. Aqui vale outra dica: não perca tempo se candidatando a vagas que você não tem qualificação ou experiência. Muita gente costuma fazer isso, e não funciona. Se por exemplo, a oportunidade é para uma secretária executiva e você nunca exerceu essa função e nem tem um curso de secretariado, mas tem grande experiência como auxiliar administrativo, por mais que algumas atividades possam ser semelhantes, você não será escolhido e ainda deixará uma má impressão com o selecionador.

3) Não minta no seu currículo. Um exemplo clássico: se você não possui determinada vivência profissional e afirma que tem no CV, você corre o sério risco não só de perder a vaga, mas de ainda passar por uma situação constrangedora durante a entrevista. O recrutador vai checar informações com você e pedir detalhes que você não terá como passar. Há também os casos de profissionais que colocam “inglês avançado” no seu CV. Na hora da entrevista, quando esse é um aspecto considerado muito importante pela empresa, a entrevista pode acontecer em inglês e, neste caso, uma mentira certamente significará o fim do processo para aquele candidato.

4) Não esqueça de colocar o seu CEP. Seu currículo deve conter todos os seus dados pessoais, como endereço completo com CEP. Especialmente para vagas operacionais, o recrutador pode precisar destas informações para calcular a distância que o candidato terá de casa ao trabalho, e vice-versa. Isso é imprescindível, se a empresa determinar um limite de distância para seu futuro profissional. Como estamos trabalhando com um grande volume de CVs, quem colocar tudo certinho terá a preferência de ser avaliado melhor e não ser descartado injustamente.

5) Não coloque fotos inadequadas. Não é obrigatório colocar foto no seu currículo, mas se você quiser colocar, fique à vontade. Mas tenha muito cuidado ao escolher a foto. É importante que seja uma imagem com roupas mais sociais, de preferência com fundo branco, sem outras pessoas. Não publique fotos de você nos seus momentos de lazer, por exemplo. Essa foto do CV deve ser planejada e feita com este objetivo. Falando em fotos e imagem pessoal, uma dica que vale para quem busca um emprego e também para quem está contratado: cuidado com o que você posta nas suas redes sociais. Não poste exageradamente temas radicais sobre política, religião ou futebol, por exemplo. Cuidado com fotos feitas em churrascos e festas com amigos. Não poste fotos com bebida alcoólica. No caso do processo seletivo, pode ter a certeza que o recrutador vai dar uma olhada nas suas redes sociais antes de agendar uma entrevista – e você pode passar uma impressão errada sobre você mesmo com as suas publicações.

6) Não seja repetitivo. Além da questão do tamanho do seu CV, é importante você passar ao recrutador uma imagem de objetividade e organização. E um dos erros mais comuns que contribui para transmitir uma inversa oposta disso é ser repetitivo. Para evitar isso, planeje seu CV, escreva tudo com cuidado e depois leia e releia. Muitas pessoas repetem praticamente a mesma informação em “Resumo das Qualificações” e “Histórico Profissional”, e isso é cansativo e percebido como algo negativo. “Resumo das Qualificações” deve ser o segundo item do seu CV, logo após “Dados Pessoais”. Se você colocou ali, por exemplo, “10 anos de experiência em cargos de liderança e gestão de equipes” porque isso faz sentido para a vaga em disputa, não detalhe novamente isso no “Histórico Profissional” ao contar sobre suas experiências – neste caso, bastará colocar o seu cargo e o período. Em “Resumo das Qualificações”, sim, é importante apontar seus destaques e experiências profissionais de uma forma resumida, clara e objetiva.

7) Não deixe de destacar suas principais realizações. Outro item importante para se destacar de outros candidatos, mostrando claramente que premiações e realizações você já conquistou. Por exemplo: uma certificação internacional ou algum resultado concreto que a sua empresa obteve ganhos ou economias por um intermédio de um projeto que você idealizou ou realizou, ou mesmo algo que você conquistou por iniciativa sua. É importante, quando for o caso, você demonstrar suas iniciativas, foco e resultados para atingir aquilo que foi importante para a empresa e também para o seu currículo.

(*) Mari Clei Araújo é diretora da MC Coaching e Consultoria, cliente da g6 Comunicação.

A competitividade do mercado de trabalho está em alta!

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No mundo pós-pandemia, a competitividade para se conseguir um emprego será maior, exigindo dos candidatos ainda mais preparo para superar os mais diferentes desafios e capacidade de dar respostas mais rápidas às organizações.

Em 1959, o naturalista inglês Charles Darwin publicou o livro “A origem das espécies”, no qual mudava radicalmente a biologia com a sua famosa “Teoria da Evolução”. De acordo com essa teoria, há uma luta pela sobrevivência na natureza, mas aquele que sobrevive não é necessariamente o mais forte e, sim, o que melhor se adapta às condições do ambiente em que vive. Uma luta parecida deve se acirrar daqui para frente no mercado corporativo do novo mundo pós-pandemia. Os profissionais mais bem-sucedidos e com mais chances de conquistarem os melhores empregos serão os que tiverem maior capacidade de reagir positivamente às mudanças que já começamos a enfrentar.

Neste mundo pós-pandemia, portanto, a competitividade para se conseguir um emprego será ainda maior, exigindo dos candidatos mais preparo para superar os mais diferentes desafios e capacidade de dar respostas mais rápidas às organizações de todos os portes e segmentos. Hoje em dia, o mercado de trabalho já busca profissionais não apenas com habilidades técnicas, mas também com habilidades humanas e conceituais. Eles têm que estar alinhados aos objetivos estratégicos da empresa na qual trabalham. Essa tendência deve se acelerar fortemente daqui para frente, pois a quantidade de mão-de-obra disponível no mercado vai crescer bastante e, ao mesmo tempo, os consumidores e clientes também estão mudando. Muitas empresas, e seus profissionais, precisarão mudar para continuarem sendo competitivos. Muitas empresas terão de se reinventar para não morrerem – e isso exigirá profissionais capazes de enxergar e aplicar as inovações necessárias.

É preciso entender que existe uma diferença muito importante entre “competitividade” e “competição”. No mundo corporativo, por exemplo, o que diferencia uma empresa que desenvolve a competitividade e aquela que incentiva a competição? Competição não é algo positivo. Já a competitividade é saudável, pois envolve a autossuperação e a busca pela melhor forma de realizar uma atividade, enquanto a competição é uma maneira de superar o outro, como se fosse um esporte. Os profissionais que são treinados para desenvolver as características da competitividade conseguem alcançar mais rapidamente os seus objetivos e melhorar os resultados que a sua empresa demanda.

Mas como se tornar, na prática, um profissional mais competitivo? Competitividade abrange, obrigatoriamente, três pontos essenciais no dia a dia de trabalho: aprendizado constante, talentos/competências e rede de contatos.  Essas questões não podem sair da mira de quem pretende se aprimorar profissionalmente e ser mais competitivo ao disputar uma futura posição dentro de um organização de qualquer tamanho ou área de atuação. Confira algumas características de um profissional competitivo que são buscadas, cada vez mais, pelos selecionadores e chefes:

  • Resiliência. A resiliência pode ser definida como a capacidade de superar as adversidades, sem transformar isso em sentimentos negativos. O cenário deste mercado pós-pandemia será caracterizado por frequentes e rápidas transformações de tecnologia e na economia, exigindo mudanças nas instituições e nos seus profissionais. Isso exige a capacidade de saber se adaptar. E somente assim as empresas conseguirão se ajustar às novas condições econômicas, sociais, culturais, tecnológicas e políticas. Todas essas pressões e cobranças constantes por parte da empresa e do mercado poderão gerar ansiedade e estresse em profissionais sem a capacidade da resiliência. O mercado de trabalho necessita de profissionais adaptáveis às mudanças e capazes de lidar com as pressões de uma forma positiva.
  • A capacidade de tomar decisões eficazes. É fundamental que o funcionário aprenda a fazer escolhas de forma rápida e assertiva.
  • Ser diferente. É essencial se diferenciar dos demais. Pensar diferente, trazendo soluções inovadoras para questões do dia a dia. Para isso, é preciso colocar em prática suas habilidades, mostrando competências, agregando valor ao seu trabalho e, assim, buscando bons resultados para a empresa.
  • Inovação. Inove sempre que puder. Inovar significa “sair da caixa”, ter ideias, criar novas soluções e abusar da criatividade – sem deixar de ser factível, é claro. Isso vai diferenciar e valorizar seu trabalho. Ser inovador nos processos internos representa pensar de modo distinto, criar um ambiente propício ao desenvolvimento da equipe, gerar valor e, com isso, atingir objetivos expressivos.
  • Empatia. É a habilidade de se colocar no lugar do outro. Desenvolvê-la requer atitudes como ouvir na essência, o que exige olhar para a pessoa enquanto ela fala, sem julgar ou dividir sua atenção com atividades paralelas, por exemplo. A empatia é uma das competências sociais mais relevantes para o mercado de trabalho.Por meio desse sentimento, os líderes se tornam capazes de realizar tarefas como: compreender seus liderados e manter um interesse ativo por suas preocupações; dar a melhor orientação para servir, antever, identificar e satisfazer as necessidades dos clientes; aprimorar sua capacidade de desenvolver equipes, perceber as necessidades das pessoas, identificar seus pontos fracos e reforçar suas aptidões; e cultivar as melhores oportunidades por meio de pessoas diferentes, sem deixar de valorizar a diversidade.
  • Estudar constantemente. Existem muitas formas de estudar constantemente sobre a sua profissão e o seu mercado de trabalho: ler reportagens, estudos, pesquisas e livros; ter conhecimento dos fatos que são notícias relevantes na atualidade; conversar com outros profissionais da área; pesquisar novidades; ser ativo em grupos de discussão online relacionados à sua profissão; investir na educação contínua com coaching; pós-graduação; cursos complementares; treinamentos online; seminários; palestras; buscar novas tendências; e manter-se ativo com a sua rede de contatos – entre muitas outras ações essenciais para quem, de fato, deseja estar à frente.

A competitividade dentro das empresas deve ser encarada com um ponto altamente positivo. A visão de que ela causa rivalidades e brigas no ambiente corporativo já está ultrapassada, pois nem sempre isso acontece de verdade. Hoje, em geral, os profissionais já conseguem desenvolver essas características com bom humor e respeito pelos demais. Para se ter ideia, de acordo com uma pesquisa da Page Personnel, organização de recrutamento especializada em profissionais de gestão, 90,3% dos profissionais consultados afirma que a competitividade faz bem ao desenvolvimento do profissional e da própria empresa. Então, que tal você também começar a investir na sua competitividade profissional?

No link abaixo, você pode ler o artigo sobre este tema publicado no Linkedin por Mari Clei Araújo, diretora da MC Coaching e Consultoria, cliente da g6 Comunicação.

https://www.linkedin.com/pulse/competitividade-est%25C3%25A1-em-alta-mari-clei-araujo

Você sabe fazer a gestão das suas prioridades? (*)

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Você quer conquistar, quer realizar seus desejos? Se a sua resposta for “sim”, saiba que, então, está na hora de transformar suas ideias em objetivos e definir prioridades para cada coisa – colocando, urgente, tudo isso no papel. Você também precisa criar etapas dentro de cada objetivo para concretizar o que você deseja. Para isso, você precisa efetivamente entrar em ação. Os dois maiores inimigos da maioria das pessoas para estabelecer e cumprir adequadamente suas prioridades costumam ser procrastinar e trabalhar como um  workaholic.

Será que você é um procrastinador? Sabe quando temos algo importante para fazer, mas não conseguimos iniciar? Fazemos todas as outras coisas antes ou não fazemos nada de concreto? Isso é procrastinar. É o hábito de adiar tarefas importantes, muitas vezes algo que está em nossa lista de prioridades para atingir determinados objetivos, deixando para lidar com esta situação depois. Um depois que, com frequência, nunca chega. Esta prática, como eu disse antes, é um dos maiores inimigo de quem está tentando cumprir prioridades. Adiar as prioridades é altamente improdutivo.O curioso é que a procrastinação é uma prática tão antiga e usual no ser humano que pesquisadores até conseguiram compilar uma coletânea de filósofos que estudaram o tema ao longo da história.

Parar de procrastinar é o grande desafio do profissional que deseja melhorar seu desempenho, cumprir prioridades e, principalmente, atingir seus objetivos pessoais e profissionais. Em resumo, a procrastinação é a prática de desperdiçar tempo com um excesso de tarefas que não geram resultados – e te impedem de cumprir suas prioridades. Você sabia, por exemplo, que uma pesquisa recente mostrou que um indivíduo comum confere seu smartphone, em média, nada menos que 46 vezes por dia? Quanto tempo é perdido nisso? Outro dado interessante: em geral, 80% das mensagens que você recebe por email ou whatsApp não têm importância ou, pelo menos, não exige uma resposta urgente. Estes são apenas dois exemplos de atividades diárias que, efetivamente, “devoram” o seu tempo e, quando você percebe, o dia acabou e várias tarefas definidas por você mesmo como prioritárias simplesmente não foram cumpridas – deixando o seu objetivo um pouco mais distante. Aí você vai embora decidido a compensar isso no dia seguinte. No entanto, quase sempre, a mesma história se repete dia após dia. Existem algumas dicas que podem ajudar você a deixar de ser um procrastinador. Confira:

  • Dar um primeiro passo. Um bom truque, para começar, é definir uma meta tão baixa que você terá facilidade de cumpri-la, mesmo sendo um procrastinador. O psicólogo e diretor do Centro de Pesquisa sobre Procrastinação da Universidade de Carleton, no Canadá, Tim Pychyl, testou essa abordagem. As descobertas confirmaram sua eficácia. Depois que os alunos começaram, eles avaliaram as tarefas como menos difíceis e menos estressantes, e ainda mais agradáveis do que pensavam. Além disso, completar os micro-objetivos ajuda a dar uma sensação de realização, que serve como combustível para continuar trabalhando.
  • Gerencie suas emoções. Acreditar que você deve esperar estar com bom humor para fazer algo é uma armadilha que pode levar à procrastinação. Joseph Ferrari, por exemplo, um professor de psicologia na Universidade DePaul, nos Estados Unidos, descobriu que o pensamento “não estou com humor para cumprir determinada tarefa” pode levar a um ciclo vicioso.
  • Visualize o seu futuro “eu”. “Acreditamos que o “eu” de amanhã ou da próxima semana terá mais energia e mais força de vontade para seguir adiante em alguma tarefa que parece ameaçadora. Mas nós realmente não mudamos muito nesse período de tempo. Reforçar o senso de continuidade – ou seja: entender que o futuro só vai trazer melhorias a sua produtividade se o seu comportamento mudar – pode levar à menos procrastinação, segundo estudiosos do tema.
  • Faça planos que incluam os imprevistos. Ainda que você se comprometa a não procrastinar, os imprevistos podem acabar com seus planos. Uma mudança de comportamento pode ser o bastante para prevenir essa situação. É o que defende Thomas Webb, psicólogo da Universidade de Sheffield. Em específico, Thomas considera que adquirir uma atitude baseada na estratégia “se-então” pode ser a melhor saída. Criada pelo psicólogo Peter Gollwitzer, a técnica “se-então” (em inglês, “if-then”) consiste em identificar antecipadamente fatos externos e internos que podem te atrapalhar no cumprimento da tarefa. O segundo passo é pensar, também antecipadamente, na resposta ao “imprevisto”. A reação pode envolver uma ação ou um pensamento.

Trabalhar o tempo todo, de maneira compulsiva, desempenhando sem parar, sem pensar e sem planejar todo tipo de tarefa, pode fazer de você um workaholic. Sim, você se orgulha de trabalhar muito. Mas será que trabalha de maneira organizada e estratégica? O workaholic é aquela pessoa que confunde horas trabalhadas com produtividade. O estresse e o desequilíbrio nos quais ele vive comprometem o seu rendimento porque o workaholic não sabe definir prioridades – e se souber definir, não consegue cumprir – porque ele se acumula de muitas tarefas e, por isso, se considera altamente produtivo. Se isso acontece com você, é importante que você pare, reflita e descubra se você é um profissional com este perfil. O grande desafio para um profissional com este perfil será identificar o que ele pode delegar ou mesmo realocar recursos para evitar acumular tarefas.

E, por último, use o seu tempo emocional. Você já parou para pensar quanto tempo você desperdiça quando se irrita com coisas insignificantes? Ou quando se entrega às preocupações em vez de agir para solucionar o problema? O descontrole emocional gera uma reação em cadeia. Quanto mais você se descontrola, mais perde seu tempo e produtividade. E provoca o mesmo efeito nas pessoas ao seu redor. Pergunte-se: “O que eu, somente eu, posso fazer e que, se for bem feito, fará uma grande diferença para a realização dos meus objetivos?” Esta é a chave da questão.

Aproveite todas essas dicas para identificar as suas prioridades, e estabelecer a direção que deseja seguir nos diferentes aspectos da sua vida. Assim, é só assim, você vai construir um ano realmente novo e mais feliz.

(*) Mari Clei Araújo é diretora da MC Coaching & Consultoria, cliente da g6 Comunicação.

A sua lista de sonhos para 2020 já está pronta, certo? Pois saiba que não basta sonhar…(*)

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A lição número 1 para quem está cheio de sonhos para o Ano Novo: não existe sonho sem planejamento!

Conforme o final de ano vai chegando, muitas pessoas começam a preparar sua lista de sonhos para 2020. Um novo emprego, um carro mais novo, um relacionamento melhor (ou ao menos um relacionamento!), uma casa maior, quitar dívidas, fazer a viagem dos sonhos, limpar o nome – e por aí vai. Na maioria dos casos, esses sonhos, no melhor cenário, vão parar nas orações de muita gente, que resolve entregar para Deus todo o trabalho de tornar realidade os seus tão almejados sonhos. É assim com você também?

A questão eu coloco aqui é: muitos têm muitos sonhos e poucos conseguem atingi-los. Por que? Por que a vida parece tão fácil para alguns e tão cruel para outros? Afinal, todos nós temos o mesmo relógio insistindo em funcionar igualzinho 24 horas por dia para todos, e no mesmo sentido! Por isso, é inevitável: quando vemos alguém conseguindo superar uma etapa e alcançar um objetivo importante, ficamos até com uma pontinha de ciúmes. E pensamos: como ele conseguiu isso?

Sim, como? Sorte, competência, Deus ouviu sua orações, acaso? Tenho outra ideia sobre isso. 2020 está chegando. São mais 365 dias para viver, mas de que forma? Como dizem por aí, “se você não sabe para onde vai, qualquer caminho serve…”. Neste caso, qualquer destino também serve e, então, de nada vale ter sonhos.

Voltando à questão lá de cima (“Como ele conseguiu isso?”), penso que a resposta, na maioria dos casos, é muito simples. Esta pessoa vitoriosa do exemplo provavelmente se planejou para alcançar seu sonho. Quem vê um amigo pelas Redes Sociais, agora nas férias, curtindo férias incríveis em algum canto paradisíaco do mundo, logo pensa que ele é um sortudo que ganha bem. Pode ser. Mas pode ser também que ele economizou e se esforçou muito o ano todo para fazer esta viagem maravilhosa. O nome disso é PLANEJAMENTO.

A lição número 1 que gostaria de compartilhar neste artigo é justamente esta: não existe sonho sem planejamento. Sim, por mais que você não goste, planejar significa concretizar os sonhos em ideias, e, por consequência, em realizações. Se você deseja fazer um ano diferente, precisa pensar diferente. E planejar muito! Existem muitas técnicas para se planejar, desde o planejamento mais simples de um dia até a viagem dos sonhos nas próximas férias. Vou mostrar alguns exemplos de como mudar seu modo de pensar e agir para 2020 – e, assim, ficar mais perto dos seus sonhos. Antes de tudo, é fundamental dar um direcionamento para a sua vida. Confira algumas dicas:

PLANEJAMENTO

De um modo geral, você planeja o seu dia? Saiba que a gestão eficaz do tempo está intimamente ligada ao planejamento. Ao planejar, você está também otimizando o seu tempo e a sua energia para realizar mais, com menos desgaste. Estabeleça prioridades para sua vida pessoal e profissional.

PRIORIDADES

Defina suas prioridades a curto, médio e longo prazo. Isso é fundamental. Pergunte- se: o que é realmente importante para eu alcançar em 2020?

CRIE UM “TO DO LIST”

O que é realmente importante para mim? Crie a rotina do “to do list para todos os aspectos da sua vida. E não esqueça de colocar data em tudo!

METAS E OBJETIVOS

O que você gostaria de realizar em 2020? Imagine tudo o que você deseja conquistar em sua vida pessoal, profissional, financeira, familiar e amorosa. Mas é importante você entender o que é objetivo e o que é meta. Não são sinônimos como muita gente imagina. Objetivo é a descrição daquilo que se pretende conseguir. A meta é a segmentação do objetivo, ou seja, o marco que você precisa ultrapassar para chegar onde deseja. Com este conceito em mente, pense, por exemplo, nos seus objetivos profissionais, levando em consideração que eles sejam da chamada metodologia “SMART”. Ou seja: realistas, viáveis, com prazos possíveis para serem atingidos e alinhados com as suas prioridades de vida. E porque devemos ter metas e objetivos? A resposta serve para você e também para a sua empresa: para visualizar um caminho concreto e objetivo para chegar.

DICAS PARA PLANEJAR SEU 2020

 Dicas para você planejar seu Ano Novo:

  • Clareza, foco e concentração.
  • Anote suas metas no presente, na primeira pessoa e positivamente, como se já as tivesse realizado.
  • Faça uma lista de três a cinco metas que você deseja atingir nos próximos 12 meses.
  • Pergunte a si mesmo: se eu só pudesse atingir uma meta nessa lista, qual teria o maior impacto positivo em minha vida?
  • Qual é essa meta?

Plano para os próximos 30 dias:

  • Faça planos de ação que possibilitarão que você realize alguma de suas metas ainda neste mês
  • O que eu faria em 30 dias?

Plano de ação imediata:

  • Que atitude você tomará imediatamente para atingir sua meta mais importante, por exemplo, amanhã?

 Em resumo, é sempre muito importante segmentar em metas o seu objetivo para você torná-lo mais fácil e eficaz. Siga os passos acima para cada meta e crie metas mensais para atingir seu objetivo em 12 meses. Dentro de cada mês, estabeleça ações diárias para atingir suas metas. E, claro, ter fé não faz mal a ninguém, muito pelo contrário. Apenas não se esqueça do ditado popular “Deus ajuda a quem cedo madruga”. Ou seja: tenha fé sim, mas é indispensável você também fazer a sua parte. Tem uma frase que é muito utilizada na Internet que eu gosto muito: “Ore, mas mova seus pés!”

Boas festas e um grande 2020 para todos, com muitos sonhos realizados!

(*) Mari Clei Araújo é coach e diretora da empresa MC Coaching e Consultoria

12,6 milhões de desempregados! Isso tudo é realmente falta de emprego?(*)

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De acordo com os últimos dados oficiais divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem hoje 12,6 milhões de desempregados – isso representa uma redução no desemprego brasileiro, pois no início deste ano os números oficiais passavam dos 13 milhões de pessoas. O índice de desemprego atual no País é de 11,8%, na média geral, mas esse percentual muda muito de acordo com o sexo, idade, escolaridade e capacitação da pessoa. Ou seja: mulheres, jovens, profissionais sem nível superior ou capacitação profissional adequada vivem uma realidade muito pior e, por isso, enfrentam muito mais dificuldades para conseguir um novo trabalho.

Um exemplo interessante: se considerarmos apenas os profissionais com 25 anos ou mais e com ensino superior completo, essa taxa de desemprego cai de 11,8% para 5,7%. Isso mostra que quanto maior a qualificação, menor o desemprego. Nós, que trabalhamos no dia a dia buscando profissionais adequados para os nossos clientes, enfrentamos essa realidade na prática. Neste momento, por exemplo, tenho algumas vagas que simplesmente não consigo preencher porque não consigo localizar profissionais qualificados para as funções. Ao mesmo tempo, não param de chegar currículos de candidatos, mas de profissionais sem a menor condição de assumir esses desafios. E essas pessoas não estão buscando se qualificar melhor para aumentar sua chance de conseguir um novo emprego.

Há um dado bem interessante levantado pelo Sindicato dos Comerciários do Estado de São Paulo e pela LCA Consultores. A cidade de São Paulo promove alguns mutirões de emprego, com o objetivo de ajudar as empresas a encontrarem os profissionais certos para as vagas disponíveis. Em 2018, foram realizados dois mutirões com, no total, 10.800 candidatos disputando 5.800 vagas. No final, somente 3.500 vagas foram preenchidas. Neste ano, aconteceu apenas um mutirão, com a presença de 15.000 desempregados buscando uma recolocação. Eram 6.000 vagas em disputas, mas somente 1.325 delas foram ocupadas. O motivo? O mesmo para os dois casos: falta de qualificação por parte dos candidatos. Esse mesmo estudo mostra que haviam, no primeiro trimestre deste ano, 634.300 desempregados considerados pelos especialistas como “de difícil recolocação”.

Nos últimos dois anos, 60% das 11.800 vagas ofertadas em mutirões do emprego, que reuniram grandes empresas, simplesmente não foram preenchidas – apesar do número de candidatos ser sempre bem superior ao de vagas abertas. E sabe o motivo disso? Porque eles têm dificuldade de se expressar e fazer contas, possuem poucos (ou nenhum) conhecimento de informática e inglês e muitas vezes desconhecem a própria língua portuguesa, além de contarem com poucos anos de estudo. É assustador, não acha? E nada indica que este cenário tenha melhorado de lá para cá. As pessoas precisam entender que não basta querer um emprego, é fundamental nos dias de hoje se preparar cada vez mais para atingir esse objetivo.

De acordo com o Sindicato e a União Geral dos Trabalhadores (UGT), em um mutirão recente foram ofertadas 2.000 vagas para caixa de supermercado, com salário mensal em torno de R$ 1.100,00. Acredite: apenas metade das vagas foi preenchida por falta de qualificação dos candidatos. No início do ano, a Atento, empresa de telemarketing de prestígio e maior empregadora privada do Brasil, abriu 1.200 vagas no Mutirão do Emprego, promovido pelo Sindicato dos Comerciários. O resultado foi impressionante: somente 600 interessados e apenas sete operadores de telemarketing haviam sido contratados até junho. Isso representava menos de 1% da demanda da Atento, na época.

Não há dúvida que o mercado brasileiro está enfrentando uma das piores crises das últimas décadas, com corte severo de vagas. Isso é fato. Assim como se torna cada vez mais desafiador enfrentar essa “selva” sem a qualificação adequada para as vagas desejadas. Se você for jovem, a situação é ainda mais alarmante, pois os jovens sem qualificação são, sem dúvida, a parcela da população mais impactada pela crise e, consequentemente, pelo desemprego. Mas não é só. Segundo especialistas em recrutamento, é mais difícil conseguir um emprego para quem tem até o ensino fundamental, tem menos de 20 anos ou mais de 45 e está há mais de um ano fora do mercado.

Existe hoje um abismo entre a qualidade da mão de obra disponível no mercado e o que as empresas realmente precisam para suprir suas necessidades. Especialistas apontam que isso não é culpa da crise. E que não deve se resolver com a retomada da economia, tão esperada para 2020. Segundo Fábio Bentes, economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), de cada 10 desocupados, dois devem ficar fora do mercado de trabalho na próxima década. Isso significa que aquele número de 634.300 desempregados, considerados “de difícil recolocação”, pode saltar para 1,4 milhão em 10 anos. Em 2014, por exemplo, antes da recessão, a economia estava tão aquecida que até profissionais com poucas qualificações eram absorvidos. Uma ilusão que enganou muita gente, pois, com a crise, o quadro se inverteu e ficou claro que há pouca esperança para quem não se qualificar, atualizar, treinar e se adaptar às novas necessidades muito mais exigentes dos empregadores. É fato que muitos desempregados não estão preparados para conquistar nem mesmo uma vaga muito básica, como operador de telemarketing ou padeiro.

Mas, concretamente, o que as pessoas que estão com dificuldade de conseguir um novo emprego podem fazer para melhorarem suas chances nessas disputas por vagas?

  • A primeira recomendação é se candidatar a vagas que realmente sejam compatíveis com o seu perfil profissional. Não vale a pena perder o seu tempo e energia, nem a do recrutador, em objetivos impossíveis.
  • A segunda dica é caprichar um pouco mais no seu currículo, que é outro problema que detectamos com frequência no nosso dia a dia. Seu currículo deve ser curto, com no máximo duas páginas. Currículos extensos tornam difícil para o recrutador uma leitura mais objetiva e clara das informações importantes que você precisa transmitir.
  • O currículo deve passar, de maneira clara e objetiva, informações pertinentes ao cargo que você está pleiteando. O ideal é que a pessoa tenha mais de um currículo montado, e envie uma versão “adaptada” ao perfil da vaga em disputa para o recrutador. Mas sempre com informações verdadeiras. Estamos falando de foco ao se apresentar, e não de inventar um perfil.
  • É importante, também, que o currículo tenha logo no início um tópico “Resumo das Qualificações”, onde devem ser destacadas qualificações importantes da pessoa para aquela vaga, como o tempo de experiência no setor, o tempo que exerceu alguma liderança na área, domínio ou bons conhecimentos de informática ou inglês, principais realizações durante sua experiência na área etc.

Se você deseja aprimorar o seu currículo, melhorar seu perfil no Linkedin e se preparar de maneira mais eficiente para as futuras entrevistas de emprego, a MC Coaching & Consultoria pode ajudar você. Temos muita experiência neste trabalho e temos condição de orientá-lo no sentido, por exemplo, de tornar o seu currículo mais atrativo para o mercado atual, o que poderá contribuir decisivamente para que você consiga superar mais facilmente a enorme competitividade atual desse mercado com mais de 12 milhões de desempregados.

(*) Mari Clei Araújo é diretora da MC Coaching & Consultoria (www.mccoachingeconsultoria.com.br)

Relacionamentos líquidos (*)

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Relacionamentos viraram uma espécie de mercadoria. Não gostou? Veio com defeito? Troque. E troque tão rápido como você quiser, pois bastam alguns comandos no seu celular para tirar uma pessoa completamente da sua vida.

Os relacionamentos amorosos estão cada vez mais descartáveis atualmente. Casais se tornam casais por um tempo cada vez menor, cada vez com menos tolerância, mais exigências e mais cobranças. As frustrações amorosas para quem está solteiro e está tentando deixar de ser crescem de maneira exponencial. O paradoxo é que, ao mesmo tempo, talvez nunca tenha sido tão fácil conhecer pessoas. Além dos locais e situações convencionais, que sempre existiram – como um bar, a fila de um supermercado, uma caminhada no parque, a academia e os colegas de trabalho ou estudo, por exemplo -, o fato é que hoje existe uma infinidade de possibilidades para quem está sozinho. Inúmeros aplicativos de paquera com diferentes perfis e voltados para públicos específicos, sites de relacionamento nos quais é possível definir exatamente que tipo de parceiro ou parceira se busca, as redes sociais cada vez mais presentes na nossa vida – tudo isso aliado à facilidade enorme de comunicação que trouxeram aplicativos como o WhatsApp, onde é possível conversar por meio de mensagens escritas ou áudios e ainda trocar fotos em questão de segundos.

Não há dúvida: nossa dificuldade não é conhecer pessoas. Pelo menos, não é apenas conhecer a pessoa certa, como reclama muita gente, após algumas doses de desilusão fuçando invenções como o Tinder ou o Happn, só para citar os mais populares aplicativos de paquera do mercado, nos quais temos uma grande chance de encontrar a maior parte dos nossos amigos, parentes, colegas de trabalho e vizinhos solteiros – e muitos casados também! Pensando por outro ângulo aparentemente bem razoável, nosso problema talvez não seja encontrar a pessoa certa, mas sim ser a pessoa certa quando encontramos alguém. A facilidade de conhecer pessoas, ou pelo menos de iniciar conversas com pessoas desconhecidas aparentemente atraentes e interessantes por meio dos recursos que a Internet nos oferece, é um dos grandes vilões que ajudam a implodir essas relações líquidas que conhecemos nos dias de hoje. Explico: sendo tão fácil conhecer pessoas, por que administrar conflitos? Por que deixar pra lá alguma diferença ou uma frase infeliz do outro? Basta deletar aquela pessoa e iniciar uma nova conversa com o próximo da lista. Não é o que a maioria faz?

O tema não é novidade, mas parece atingir níveis mais assustadores a cada dia. Em 2012, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, então com 87 anos e um dos intelectuais mais respeitados da época, lançava no Brasil seu livro “Amor Líquido”, de grande sucesso. Em sua obra, o autor procurava discutir porque as relações humanas estavam tão flexíveis e por que os seres humanos estavam dando mais importância a relacionamentos em “rede” (pela Internet, das mais diferentes formas, como e-mail, mensagens de texto e salas de bate-papo). Uma das conclusões é que, por ser essencialmente virtual, esse contato é mais fácil de ser encerrado, a qualquer momento. Para Bauman, nada era para durar. Bem-vindo ao futuro! Uma consequência imediata desse cenário pode ser o momento que vivemos hoje (com muito mais opções virtuais para se relacionar com as pessoas), sete anos depois, no qual as pessoas realmente parecem não saber mais como manter um relacionamento em longo prazo. Desaprenderam? Estão exigentes demais diante de tantas opções? Esse cenário sombrio não parece escolher idade, embora aconteça com mais dor nas pessoas acima dos 40 anos, normalmente divorciados (ou que pelo menos já moraram juntos com alguém durante algum tempo), pais e mães. São pessoas que, em geral, buscam de verdade um companheiro de vida. Encontram diversão, quando encontram. Nos mais jovens, dos 20 aos 30 e poucos anos, a dificuldade de namorar nos dias de hoje também existe. Mas nesta faixa etária, sempre falando de um modo geral, isso acontece com menos dor. Esse público não se incomoda tanto de se divertir com diferentes pessoas “erradas” ao longo de um mês enquanto a tal pessoa “certa” não cai do céu ou brota na tela do seu celular. Essas pessoas têm tempo para isso.

Relacionamentos viraram uma espécie de mercadoria. Não gostou? Veio com defeito? Troque. E troque tão rápido como você quiser, pois bastam alguns comandos no seu celular para tirar uma pessoa completamente da sua vida. E com mais alguns comandos, um pouquinho de paciência e uma dose de sorte, logo surge outro pretendente interessante. Interessante até que as conversas avancem um pouco. E segue o jogo. Um jogo altamente lucrativo para os proprietários dos principais aplicativos de paquera. Então, se você está solteiro e já desistiu dos aplicativos, pense de novo. Só no Tinder são mais de 9 milhões de pessoas em busca de um par e uma boa parte delas paga por isso. Assina o serviço para ter recursos extras que, na teoria, facilitam a paquera. É graças a esses serviços extras vendidos que o Tinder fatura perto de R$ 500 milhões por trimestre. Sim, a paquera é um ótimo negócio. As dificuldades que nós, os usuários, temos parece alimentar essa máquina de fazer dinheiro.

Uma contribuição para entender a dinâmica dos relacionamentos dentro do processo de coaching, seria a “casa dos relacionamentos saudáveis”, desenvolvida pelo Dr. John Gottman, que fundou o “laboratório do amor (Love Lab).  Gottman é pioneiro no uso do método científico para o estudo dos relacionamentos, se tornando um dos maiores especialistas mundiais no assunto. A casa dos relacionamentos saudáveis é composta por três níveis: sistema de amizade, de conflito e de significado. Segundo essa lógica, não há como não existir “conflitos” em um relacionamento. A diferença é a forma como cada casal irá lidar com esses conflitos. Os conflitos ocorrem por causa, sobretudo, das divergências de opiniões, divergências de personalidades e das diferenças de perfil de cada personalidade. Já no sistema da amizade, a ligação afetiva, a confiança, o companheirismo e a cumplicidade reforçam os laços do casal. Os melhores casais são grandes amigos e companheiros. E como administrar os conflitos? Sabendo quem eu sou, sabendo quem a pessoa é de verdade, sabendo do que ela gosta, sabendo do que eu gosto, sabendo que atividades ambos podem fazer juntos. A questão da “amizade” é essencial no sentido do casal saber conversar sozinho, saber se socializar, se admirar, saber buscar coisas que os dois tenham prazer em realizar. No sistema de significado, é quando existe uma vida em comum – isso acontece quando existem propósitos e significados partilhados, fortes o suficiente para que os dois se sintam motivados a imaginar um futuro juntos.

Acho que essa lógica explica boa parte do que acontece hoje entre as pessoas que acabaram de se conhecer. Elas iniciam pela amizade e quando chegam os conflitos não conseguem ir adiante justamente porque ainda não deu tempo do casal criar ou encontrar um propósito para eles estarem juntos. As relações mais duradouras, especialmente as mais antigas, seguem firmes e fortes porque as pessoas têm um propósito para estarem juntas e sabem alimentar isso no seu dia a dia com sabedoria e tolerância. Descobrir esse propósito, o mais rápido possível, é o grande desafio dos novos casais. Pode ser um jeito importante para conseguir administrar melhor os conflitos e não desistir logo de cara de algo que parecia promissor.

Particularmente, eu vejo as novas relações amorosas como startups, enquanto as relações mais antigas dos nossos pais e tios se parecem mais com as empresas tradicionais, nas quais as pessoas passavam mais tempo. Eram anos trabalhando, sem tanta pressa, esperando uma promoção que dava continuidade por mais um longo tempo à essa “relação”. Nos tempos atuais, nos quais as startups estão na moda, tudo mudou. As novas relações amorosas parecem seguir o modelo das startups, em que você precisa sempre acelerar os processos, precisa fazer diversas coisas diferentes de várias formas desde o início – e aqui eu destaco os aplicativos e as redes sociais. Hoje, o amor não é mais a consolidação do tempo. É a consolidação do momento. A deliciosa música “Amor e Sexo” (lançada em 2003), da genial Rita Lee, conta com muita poesia as diferenças entre o amor e o sexo à moda antiga, do tempo dessas empresas tradicionais que citei há pouco. Hoje em dia, o amor na era da startup não é mais o mesmo. Muitas relações “amorosas” de hoje, além de curtas, têm muito mais o perfil que Rita Lee descrevia como “sexo” na sua canção. O amor continua sendo “sorte”, como diz a canção. Cada vez mais, porém, o amor não é mais amizade. Não temos tempo para isso. É paixão mesmo.  Não é mais divino, nem é para sempre. É animal, carnaval, como pregava Rita para o sexo em sua música 16 anos atrás.

Embora tudo isso seja a nossa realidade de hoje, toda essa rapidez, essa busca interminável, essas frustrações e, principalmente, esta tecnologia toda ao redor do amor, “ainda somos os mesmos, e vivemos, como os nossos pais”, como cantava Elis Regina em “Como nossos pais”, 43 anos atrás. Isso significa que, por fora, parecemos e vivemos sim diferentes, mas por dentro ainda precisamos deixar esse mundo virtual de lado e buscar no olho no olho o conforto, a intimidade, a verdadeira descoberta sobre a outra pessoa. É no olho no olho, mesmo em tempos de amores líquidos, que podemos verdadeiramente aprofundar as relações, a amizade, o carinho. Nada substitui a conexão de dois corações em sintonia. Existem emoções e sentimentos que jamais poderão ser sentidos ou transmitidos por meio de uma tela. É este desafio que precisamos superar para que as relações voltem a ser, de fato, encontros de almas. E não encontros descartáveis, nos quais duas pessoas passam algum tempo juntas mais preocupadas em não expor seus defeitos e não encarar com maturidade e tolerância as imperfeições dos outros.

Haverá um momento inevitável em que os problemas não serão resolvidos simplesmente apertado a tecla “delete”. Quando fazemos isso apenas trocamos de problemas, ou às vezes nem isso. Trocamos só de par, com os mesmos novos velhos defeitos de sempre. Como disse no início e repito aqui, nosso problema talvez não seja encontrar a pessoa certa, mas sim ser a pessoa certa quando encontramos alguém. Desejar ter alguém, especialmente nos dias de hoje, é diferente de desejar construir um relacionamento sério. É importante termos consciência disso quando enfrentamos uma situação assim. Não há nenhum problema em ter uma relação descartável se ambos assim desejarem. Começamos a sofrer quando não admitimos ou enxergamos isso em nosso perfil. Será que estamos realmente prontos para o tal relacionamento sério? Será que nos amamos o suficiente para amarmos alguém e sermos amados na mesma intensidade?

(*) Artigo de Mari Clei Araújo, diretora da MC Coaching & Consultoria (www.mccoachingresults.com.br), cliente da g6 Comunicação.

SUGESTÃO DE PAUTA: O que deve fazer o funcionário que “cansa” do seu emprego?

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Cansado do seu trabalho? Segundo Mari Clei, a mudança de emprego, muitas vezes, embora pareça mais simples, não é a melhor solução para o profissional se sentir  feliz novamente.

A situação é muito mais comum do que se imagina: alguns profissionais simplesmente, e por motivos diversos, “cansam” do seu emprego e ficam perdidos sem saber o que fazer. Insistir onde está? Tentar mudar de área? Buscar um novo emprego? A Coach Mari Clei de Araújo, diretora da MC Coaching e Consultoria (www.mccoachingeconsultoria.com.br) com escritório no bairro do Morumbi, em São Paulo (SP), está habituada a atender este tipo de demanda e afirma que não existe respostas prontas para estas questões. “Cada caso é um caso. É preciso avaliar com cuidado todos os cenários que envolvem qualquer decisão a ser tomada”, explica a especialista.

“O fato é que muitas pessoas vivem essa situação em seus empregos atuais pelas mais variadas motivações e, quando chegam a um limite insuportável, procuram um profissional como eu buscando a tão sonhada recolocação em outra empresa. Chegam reclamando do chefe, dos colegas e da empresa, e por isso desejam uma transição de carreira – ou seja: querem sair de onde estão e conseguir um emprego melhor em outra empresa”, acrescenta Mari Clei. E qual a resposta a estas questões? Uma coisa é certa, de acordo com Mari Clei, a mudança de emprego, muitas vezes, embora pareça mais simples, não é a melhor solução para o profissional se sentir motivado e feliz novamente.

“É neste momento que se destaca uma diferença importante entre o trabalho de coach que eu desenvolvo e o trabalho tradicional oferecido por um bom headhunter, atividade que também realizo. O headhunter vai tentar atender o apelo do cliente, entender seu perfil profissional e, por meio de sua rede de contatos, tentará atender o seu pedido, conseguindo a nova colocação profissional. O serviço prestado por um coach experiente é diferente”, afirma ela.

Para Mari Clei, o primeiro passo é entender, de verdade, o momento da pessoa e avaliar o que ela realmente está enfrentando de negativo no emprego atual. Neste caso, são analisados pontos como sua idade, sua história naquela empresa, a posição da sua carreira e quais são os seus objetivos. Outro ponto importantíssimo é montar uma avaliação do perfil profissional do cliente, pois muitas vezes o verdadeiro motivo do descontentamento dele é somente por estar atuando em uma área em que ele não está feliz devido às suas características pessoais e profissionais. “Meu papel, nestas situações, portanto, é orientar estas pessoas com a minha experiência e mostrar que muitas vezes a solução mais adequada e simples para sua vida profissional é passar por um processo de coaching e não de recolocação.

É preciso, portanto, ter uma ideia muito clara do perfil e das características profissionais e pessoais de cada profissional que chega com uma demanda desse tipo. E por que? Porque, dependendo da situação, ele poderá mudar de emprego, mas acabará encontrando mais à frente, na nova empresa, o mesmo tipo de problema ou obstáculo que vivia no emprego anterior. E isso pode acontecer por que as características dessa pessoa vão continuar as mesmas, pois ela apenas trocou de emprego, sem nenhum tipo de preparação, atualização ou treinamentos adequados.

É claro que há outros caminhos que podem surgir. Alguns clientes acabam indo fazer terapia, enquanto vários, durante o processo de coaching, descobrem outros talentos profissionais e terminam por mudar mesmo de emprego e de área de atuação. Alguns partem até mesmo para o empreendedorismo. O ponto principal, porém, é que estas decisões não devem acontecer movidas apenas por questões emocionais ou impressões do dia a dia que podem estar camuflando outras situações. O processo de coaching é fundamental para entender seu momento profissional, seu verdadeiro perfil e os caminhos que ele pode – ou deve – seguir dali para frente.

“Você, profissional, precisa entender que se você estiver num momento de mudar radicalmente sua carreira profissional, você precisa estar muito ciente do que você realmente deseja, deixando suas emoções de lado. Hoje em dia, cada vez mais, os especialistas falam sobre inteligência emocional, o sistema de treinamento e crescimento pessoal e profissional Mindset e o Mindfulness (ou Atenção Plena, um estado onde treinamos qualidades de atenção ao presente e autocompaixão com experiências desafiadoras) – tudo isso porque o momento atual está voltado para o seu “eu”, para o seu autoconhecimento, o seu autogerenciamento e, sobretudo, o seu autocontrole sobre as suas emoções”, aconselha Mari Clei.

Muitas pessoas acabam sendo jogadas em determinadas áreas de uma organização em cargos que talvez elas nunca tenham sonhado. Mas, por uma questão de mérito conquistado em outro setor da companhia, são promovidas para este novo departamento e acabam permanecendo ali devido a vantagens financeiras. E, com isso, atendem às regras da empresa. O fato é que todo mundo, em algum momento, vai se questionar sobre a sua felicidade e sua satisfação ou não com seu trabalho. A grande dúvida desses profissionais é: “Eu quero ser feliz. Mas como ser feliz num momento tão diversificado e tão cheio de influências do meio econômico, da sociedade e das redes sociais?”.

“Cansei, preciso mudar de emprego. E agora?” (*)

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Eu tento ajudar meus clientes no dia a dia a responder questões como essas. Como eu trabalho também com a parte de contratação e recolocação de profissionais, eu percebo claramente que muitas pessoas que chegam até mim já incorporaram ao seu dia a dia algumas das dicas do escritor norte-americano e especialista em desenvolvimento pessoal Mark Manson, em seu livro “A sutil arte de ligar o foda-se”. O best-seller mostra como a força das circunstâncias para ter uma vida perfeita cria armadilhas perigosas. Assim, numa linha contrária a outros livros do gênero, Manson mostra que ninguém precisa necessariamente ter sucesso e ser perfeito para encontrar a felicidade. E acrescenta que a dor é inevitável em nossas vidas e o segredo para ser feliz seria aceitá-la e não passar seus dias fugindo do inevitável. É uma leitura que está na moda no mundo corporativo hoje em dia, mas que nem sempre representa a o melhor caminho para sua carreira.

O fato é que muitas pessoas ligaram o tal botão “foda-se” em seus empregos atuais pelas mais diversas motivações e, quando chegam a um limite insuportável, procuram um profissional como eu buscando a tão sonhada recolocação em outra empresa. Chegam reclamando do chefe, dos colegas e da empresa, e por isso desejam uma transição de carreira – ou seja: querem sair de onde estão e conseguir um emprego melhor em outra empresa. A pergunta que mais ouço nessa hora é: “Mari, o que eu faço?”. É uma pergunta que pode dar origem a muitas respostas, dependendo a quem for endereçada.

É neste momento que se destaca uma diferença muito importante entre o trabalho de coach que eu desenvolvo e o trabalho tradicional oferecido por um bom headhunter, atividade que também realizo. O headhunter vai tentar atender o apelo do cliente, entender seu perfil profissional e, por meio de sua rede de contatos, tentará atender o seu pedido, conseguindo a nova colocação profissional. O serviço prestado por um coach experiente é diferente.

Eu, por exemplo, começo primeiro a entender o momento da pessoa e avaliar o que ela realmente está enfrentando de negativo no emprego atual. Eu analiso sua idade, sua história naquela empresa, a posição da sua carreira e quais são os seus objetivos. Outro ponto importantíssimo é que também faço uma avaliação do perfil profissional dela, pois muitas vezes o verdadeiro motivo do descontentamento do cliente é somente por estar atuando em uma área em que ela não está feliz devido às suas características pessoais e profissionais. Meu papel, nestes casos, portanto, é orientar estas pessoas com a minha experiência e mostrar que muitas vezes a solução mais adequada e simples para sua vida profissional é passar por um processo de coaching e não de recolocação.

É preciso, portanto, ter uma ideia muito clara do perfil e das características profissionais e pessoais deste cliente. E por que? Porque, dependendo da situação, ele poderá mudar de emprego, mas acabará encontrando mais à frente, na nova empresa, o mesmo tipo de problema ou obstáculo que vivia no emprego anterior. E isso pode acontecer por que as características dessa pessoa vão continuar as mesmas, pois ela apenas trocou de emprego, sem nenhum tipo de preparação, atualização ou treinamento adequados.

É claro que há outros caminhos que podem surgir. Alguns clientes acabam indo fazer terapia, enquanto vários, durante o processo de coaching, descobrem outros talentos profissionais e terminam por mudar mesmo de emprego e de área de atuação. Alguns partem até mesmo para o empreendedorismo. O ponto principal, porém, é que estas decisões não devem acontecer movidas apenas por questões emocionais ou impressões do dia a dia que podem estar camuflando outras situações. O processo de coaching é fundamental para entender seu momento profissional, seu verdadeiro perfil e os caminhos que você pode – ou deve – seguir dali para frente.

Você, profissional, precisa entender que se você estiver num momento de mudar radicalmente sua carreira profissional, você precisa estar muito ciente do que você realmente deseja, deixando suas emoções de lado. Hoje em dia, cada vez mais, os especialistas falam sobre inteligência emocional, o sistema de treinamento e crescimento pessoal e profissional Mindset e o Mindfulness (ou Atenção Plena, um estado onde treinamos qualidades de atenção ao presente e autocompaixão com experiências desafiadoras) – tudo isso porque o momento atual está voltado para o seu “eu”, para o seu autoconhecimento, o seu autogerenciamento e, sobretudo, o seu autocontrole sobre as suas emoções.

Muitas pessoas acabam sendo jogadas em determinadas áreas de uma organização em cargos que talvez elas nunca tenham sonhado. Mas, por uma questão de mérito conquistado em outro setor da companhia, são promovidas para este novo departamento e acabam permanecendo ali devido a vantagens financeiras. E, com isso, atendem às regras da empresa. O fato é que todo mundo, em algum momento, vai se questionar sobre a sua felicidade e sua satisfação ou não com seu trabalho. A grande dúvida desses profissionais é: “Eu quero ser feliz. Mas como ser feliz num momento tão diversificado e tão cheio de influências do meio econômico, da sociedade e das redes sociais?”.

Nessa hora, ninguém deve tomar uma decisão sozinho, a não ser que ele esteja realmente muito convicto da sua decisão, após uma análise muito cuidadosa do perfil profissional e comportamental do seu momento e do seu propósito de vida. É por isso que temos de observar bem este cenário, avaliando se é apenas uma questão emocional ou se é realmente a hora certa para mudanças mais profundas. Eu costumo usar duas palavras que traduzem esse quadro: “perspectiva” x “percepção”. Então, o nosso cliente, com a nossa ajuda, precisa se questionar, com honestidade e clareza, qual é a perspectiva que ele espera para a sua vida e a sua carreira. E, ao mesmo tempo, qual é a percepção que ele tem sobre o seu momento atual. Muitas vezes, essa percepção é muito superficial, abrangendo apenas uma situação específica, e não levando em consideração o futuro. Nestes casos, a pessoa pode ser influenciada por amigos e familiares e, com isso, tomar uma decisão precipitada. Por outro lado, ao sair deste universo limitado e buscar profissionais preparados para ajudá-lo, a pessoa pode se deparar com uma série de outros cenários que ela não tinha sequer analisado com profundidade.

Portanto, uma boa dica – e um grande desafio -, para você que está enfrentando uma situação como esta no seu trabalho, é descobrir se este é o momento de passar por um processo de coaching, e se aprimorar, ou se é hora mesmo de buscar uma transição de carreira. Para fazer isso, não “ligue o foda-se”, “aperte o play” e venha “jogar conosco”. Se isso faz sentido para você, venha tomar um café comigo sem compromisso. Tenho certeza de que posso ajudá-lo a tomar decisões menos emocionais, mais produtivas e com menos riscos à sua carreira profissional.

(*) Artigo de Mari Clei Araújo, diretora da MC Coaching e Consultoria (www.mccoachingresults.com.br), cliente da g6