Arquivo da categoria: Gastronomia do Campo Belo

Um especialista em petróleo que aprendeu a fazer um hambúrguer incrível

Hambúrguer Brazuca do La Parada
Hambúrguer “Brazuca”, do La Parada Steak & Burger: preparado com pão preto e carne Angus de 200 gramas. É assado na parrila!

Você gosta de hambúrguer artesanal? Se gosta, olha que história bacana!

Fabiana Villamarin é psicóloga e atua como gerente de RH na área da Saúde. Seu marido, o Felipe Mota, especialista em petróleo, é ex-funcionário da Petrobrás. Ela, viajada, morou fora alguns anos e é apaixonada por gastronomia.

Ele, louco por churrasco, fez cursos no setor. E, aos poucos, aprendeu a preparar um hambúrguer muito especial!

Para ambos , cozinhar sempre foi um hobby prazeroso.

Enfim, decidiram transformar o prazer em trabalho, criando o La Parada Steak & Burger, que se define como “culinária criativa na brasa”.

São cinco opções de hambúrgueres e mais três tipos de sanduíches feitos artesanalmente na parrilla, com ingredientes premium, como hambúrguer Angus de 200 gramas, pães da Bread Maker e queijo cheddar inglês.

HAMBÚRGUER NA PARRILLA

Sabe o que é Parrilla? É preparar a carne na brasa, sem fogo, sem fumaça (que afeta o gosto da carne) e preservando o seu suco interno, o que garante mais sabor. Poucas hamburguerias trabalham deste jeito artesanal.

Provamos o hambúrguer “Brazuca” (R$ 33,00), criado pelo Felipe. Maravilhoso. Pensa nos melhores hambúrgueres que você já provou em restaurantes famosos. O La Parada não perde para eles!

Começa pelo capricho na entrega. O sanduíche vem embalado por um papel térmico prateado bonito que o mantem aquecido mais tempo. E vem numa caixa charmosa com a marca La Parada. Tudo lacrado, numa sacola de papel, com uma mensagem simpática escrita pela Fabiana.

BATATAS FRITAS CHIPS

Os lanches acompanham uma caixa de batatas fritas chips artesanais. Crocantes e gostosas.

No “Brazuca” vem hambúrguer, pão preto, queijo coalho, tomates assados na lenha e temperados com chimy chury, sal de parrilla e pimenta do reino, rúcula e maionese chipotle. Tudo perfeito!

Quer saber um pouco mais sobre a história do hambúrguer? Confira este artigo.

SOBRE O CAMPO BELO

Cercado por outras regiões nobres, como Brooklin, Moema e Vila Mascote, o Campo Belo é um bairro tranquilo, predominantemente residencial, com a maioria das suas ruas calmas e arborizadas e, ao mesmo tempo, é um forte polo gastronômico da cidade.

O Campo Belo reúne hoje, num espaço relativamente pequeno, separado por poucas quadras, mais de 120 estabelecimentos gastronômicos agradáveis, divertidos, originais, intimistas, badalados, surpreendentes, curiosos, musicais, românticos, agitados, descolados e charmosos.

São mais de 20 bares (vários com música ao vivo), mais de 30 restaurantes de diversas nacionalidades e especialidades (de churrascarias a vegetarianos, de peruano a mexicano), pelo menos sete pizzarias e cinco casas especializadas em hambúrguer, seis padarias sofisticadas, cafés, docerias e sorveterias.

O Campo Belo tem acesso muito fácil pelas avenidas Santo Amaro, Vereador José Diniz, Jornalista Roberto Marinho e Washington Luís e ainda fica muito próximo de duas estações do metrô (Eucaliptos e Campo Belo, ambas da Linha 5 – Lilás).

Para mais informações sobre a gastronomia da região, acesse nosso blog.

SERVIÇO
La Parada Steak & Burger
Fone: 91048-9712

Como surgiu o Mundo dos Chocolates no Campo Belo?

Mariana Laselva: jovem empreendedora do Campo Belo.
Formanda em Nutrição, a jovem Mariana Laselva, de apenas 22 anos, abriu uma pequena loja de chocolates importados no Campo Belo., cujo protagonista é o Milka.

O bairro do Campo Belo é repleto de histórias curiosas, ousadas e até inspiradoras de empreendedorismo envolvendo sua rica gastronomia. Essa é a história corajosa da Mariana Laselva, de 22 anos, que acaba de se formar em nutrição.

Para saber outras histórias curiosas sobre da gastronomia do Campo Belo, clique aqui.

Ela trabalhou como estagiária de Nutrição durante dois anos no Empório Santa Maria, na Avenida Cidade Jardim. Perdeu o emprego no último dia de 2020, no meio da pandemia.

O que fazer, desempregada, em plena pandemia, justamente na área da gastronomia, uma das mais afetadas pelo isolamento social?

CHOCOLATES IMPORTADOS NO CAMPO BELO

Ela juntou todo o seu dinheiro e resolveu empreender: alugou um espaço dentro do No Porto Espaço Lounge. Eu conheci pessoas com negócios consolidados que não tiveram essa coragem para acreditar e se estabelecer ali dentro – e assumir o custo do aluguel, por exemplo.

É impossível não torcer pela Mariana! Ela é como aquele herói do filme que a gente se apaixona e fica esperando pelo final feliz.

Mariana montou uma lojinha de chocolates importados, a Mundo dos Chocolates,  que, por enquanto, tem o Milka como protagonista. Que não ama Milka?

Ela vende entre 10 e 15 tipos de Milka, com preços a partir de R$ 12,90, valor similar ao do supermercado. Mariana também vende um pacotinho de Kit Kat importado, chamado Pop Choc – feitos na Bulgária, são mini bombons. Custam R$ 23,20.

PAGOU O ALUGUEL EM 10 DIAS!

Será que dá pra pagar o aluguel vendendo chocolate? Por enquanto, está dando!

Ela começou 11 de junho, véspera do Dia dos Namorados e, em 10 dias, já vendeu o suficiente para pagar o primeiro aluguel. Agora, no resto do mês, precisa pagar o estoque inicial de chocolates e possivelmente já começar a lucrar um pouquinho.

E trabalha duro pra isso. Atende sorrindo todos que entram no seu Mundo dos Chocolates, de quarta-feira a domingo, das 12h30 às 21h.

É uma boa dica para você ajudar os pequenos empreendedores do Campo Belo!

VOCÊ CONHECE O NO PORTO ESPAÇO LOUNGE?

No Porto Espaço Lounge é um espaço incrível, instalado no Campo Belo, com área total de 500 m². No local funcionam bar, restaurantes, café, loja de chocolates, tabacaria, galeria de artes e pet shop – todos operando dentro de containers. Iguais aqueles dos portos mesmo!

SOBRE O CAMPO BELO

Cercado por outras regiões nobres, como Brooklin, Moema e Vila Mascote, o Campo Belo é um bairro tranquilo, predominantemente residencial, com a maioria das suas ruas calmas e arborizadas e, ao mesmo tempo, é um forte polo gastronômico da cidade.

O Campo Belo reúne hoje, num espaço relativamente pequeno, separado por poucas quadras, mais de 120 estabelecimentos gastronômicos agradáveis, divertidos, originais, intimistas, badalados, surpreendentes, curiosos, musicais, românticos, agitados, descolados e charmosos.

São mais de 20 bares (vários com música ao vivo), mais de 30 restaurantes de diversas nacionalidades e especialidades (de churrascarias a vegetarianos, de peruano a mexicano), pelo menos sete pizzarias e cinco hamburguerias, seis padarias sofisticadas, cafés, docerias e sorveterias.

O Campo Belo tem acesso muito fácil pelas avenidas Santo Amaro, Vereador José Diniz, Jornalista Roberto Marinho e Washington Luís e ainda fica muito próximo de duas estações do metrô (Eucaliptos e Campo Belo, ambas da Linha 5 – Lilás).

Para informações sobre a gastronomia da região, acesse a página “Bares e Gastronomia do Campo Belo” no Facebook:

SERVIÇO
Mundo dos Chocolates
Rua Édison, 1418
Fone: 98128-4666

Sobá à Moda de Campo Grande: um prato quente e aconchegante, perfeito para o inverno de São Paulo

Sobá à Moda de Campo Grande: comida quentinha, aconchegante e artesanal.

Nestes dias gelados do inverno paulistano, uma dica gastronômica original, quentinha e aconchegante para as noites é o Sobá à Moda de Campo Grande, elaborado pela chef campo-grandense Vanessa Carvalho.

Ela comanda o restaurante Sim Sobá, localizado no bairro do Campo Belo, que funciona somente pelo Delivery ou Take Away.

O Sobá é um prato elaborado com cinco componentes básicos: uma proteína (carne bovina, carne suína, frango ou shimeji), omelete fatiada, macarrão artesanal (diferente da massa italiana tradicional), cebolinha picada e um caldo incrível elaborado com ossobuco e vários temperos típicos do Mato Grosso do Sul.

A receita desse caldo é um dos segredos da chef Vanessa!

É justamente este caldo, aliás, que torna o prato tão convidativo para as noites de inverno. Ele chega separado do prato, num frasco de plástico (400 ml).

O caldo deve estar bem quente e, se não estiver, basta aquecê-lo no forno de microondas por até três minutos.

Depois de aquecido, o caldo deve ser despejado sobre o prato, que ganha um aroma e um sabor muito agradáveis e diferentes do que o paulistano está acostumado.

SOBA À MODA DE CAMPO GRANDE TEM ORIGEM JAPONESA

O Sobá é um prato de origem japonesa que tornou-se muito popular entre os campo-grandenses depois de ser adaptado para o paladar local.

Para se ter ideia do que o Sobá representa para a gastronomia e a cultura de Campo Grande, em 2006 ele virou patrimônio histórico e cultural da cidade.

Há centenas de restaurantes especializados em Sobá em Campo Grande, e uma indústria por trás disso – que inclui, além dos restaurantes, fabricantes artesanais de macarrão e empresas que fabricam utensílios necessários para a elaboração do prato, como um cortador manual da massa e uma espécie de “varal culinário” onde o macarrão é pendurado em tiras para não grudar uma na outra.

Em resumo, é um mercado imenso, responsável pelo sustento de muita gente.

PRATO DISPONÍVEL EM SÃO PAULO

Na capital paulista, o restaurante Sim Sobá é a melhor opção para provar o autêntico Sobá à Moda de Campo Grande – e, também, um dos raros restaurantes da cidade que servem essa iguaria.

O restaurante funciona de sexta-feira a domingo, das 18h às 22h, com preços a partir de R$ 34,00 para um prato completo individual de Sobá.

O cardápio do Sim Sobá inclui seis opções de Sobá à Moda de Campo Grande: “Bovino” (R$ 40,00); Suíno (R$ 36,00); Frango (R$ 34,00); Shimeji (R$ 44,00); Vegetariano de Shimeji (R$ 44,00) e Vegano de Shimeji (R$ 46,00).

Quase todos os Sobás levam, como tempero, um caldo especial feito com ossobuco e temperos secretos de Campo Grande, que garantem o sabor todo especial do prato.

O Sobá de Shimeji é uma criação de Vanessa que deu certo em São Paulo.

Na versão Vegetariana, a diferença é que o caldo de ossobuco é trocado por um caldo de legumes, também criado pela Chef.

Já na versão Vegana, além desse caldo de legumes, sua massa é elaborada sem ovos e não vai omelete.

SERVIÇO

Restaurante Sim Sobá (só Delivery e Take Away)

Rua Zacarias de Góes, 1770 (Campo Belo)

Funcionamento: sexta-feira a domingo, das 18h às 22h

Fone: 2892-0527

Fone/whatsapp: 98696-5212

www.simsoba.com.br

www.facebook.com/simsoba

Instagram: @simsoba

FOTOS EM ALTA RESOLUÇÃO

Restaurante Dona Naná lança novo cardápio mais completo e cheio de pratos exclusivos

Moqueca de Cação com Camarão: uma das novidades do novo cardápio do Dona Naná.

O restaurante Dona Naná Gastronomia Mineira, localizado no Campo Belo, Zona Sul de São Paulo, acaba de lançar seu novo cardápio – muito mais completo e diversificado. E com vários pratos exclusivos criados pelos chefs Rogério Carneireiro, um dos sócios da casa, e David Souza. “Nosso objetivo é oferecer aqui uma culinária contemporânea com alma mineira. É com esse foco que criamos pratos exclusivos que trazem combinações surpreendentes que agradam bastante ao nosso público”, explica Carneireiro.

O novo cardápio, agora, está dividido de maneira temática, facilitando a busca pelo cliente. Entre os temas, “Carne Vermelha”, “Carne de Porco”, “Pratos com Peixe”, “Frango”, “Especialidades da Casa”, “Moquecas”, “Risotos”, “Saladas”, “Parmegianas”, “Menu Kids”, “Vegetarianos”, “Veganos” e “Caldos e Sopas”.

Entre os pratos criados pela casa, vale destacar o “Filé Suíno no Molho de Maracujá” (R$ 35,00). Nele, o filé mignon suíno é preparado com molho de maracujá e mel de engenho, acompanhando o inédito “Arroz das Gerais” e brócolis salteado no alho. Exclusividade da casa, o “Arroz das Gerais” reúne ingredientes comuns na culinária mineira, como linguiça calabresa, bacon, farinha de mandioca, um pouco de pimenta e temperos típicos.

Outra exclusividade é o “Filé Mignon Suíno no Molho de Rapadura com Gratinado de Alho-Poró” (R$ 45,00). Aqui, o destaque é o surpreendente molho de rapadura, uma receita original da casa – o prato vem também com gratinado de alho-poró e arroz branco. A casa ainda inventou o seu “Arroz de Nhami-Nhami com Filé de Tilápia” (R$ 45,00). “Pensa num ‘trem bão’. É esse delicioso arroz, feito no caldo da moqueca, levemente apimentado. É acompanhado do nosso delicioso filé de tilápia”, orgulha-se o chef Rogério.

Outra dica para quem gosta de peixe é o “Filé de Tilápia com Molho de Limão Siciliano e Arroz das Gerais” (R$ 48,00). A tilápia é preparada com molho de limão siciliano, acompanhando o “Arroz das Gerais” e cenouras laminadas puxadas na manteiga e no alho.

ESPECIALIDADES DA CASA

O Dona Naná também é conhecido por algumas especialidades que deram fama à casa, como a sua “Costelinha na Rapadura” (R$ 48,00), seu prato campeão de vendas. “Sucesso absoluto do nosso cardápio, esta costelinha de porco é marinada por 18 horas. É feita com um delicioso molho de rapadura mineira, acompanhando arroz, feijão tropeiro e gratinado de cebola roxa”, explica Rogério.

Outras especialidades queridinhas dos clientes são a “Dobradinha” (R$ 46,00), feita com feijão branco, bacon e linguiça calabresa, com arroz branco e farofa de milho, e a “Rabada à Mineira” (R$ 55,00). “Este último também está entre nossos pratos mais elogiados. Ela é preparada com molho de cerveja preta e inclui arroz branco e polenta mole”, revela o chef.

O novo cardápio aumentou as opções em risotos e moquecas, por exemplo, que são boas opções para o inverno. E um prato que já caiu no gosto do público é a nova “Moqueca de Cação com Camarão” (R$ 65,00). Muito bem servida, ela é simplesmente irresistível, com camarões de bom tamanho e pedaços caprichados do peixe. Seu tempero, no estilo mineiro, é mais suave que as moquecas baianas, mesmo utilizando ingredientes como coentro, pimenta e óleo de Dendê. “Nossa Moqueca é muito bem temperada, mas com equilíbrio, deixando o prato leve e saboroso”, acrescenta Rogério.

PRATOS PERSONALIZÁVEIS

Além disso, o cliente também tem a opção de escolher um prato personalizável. Como funciona? O consumidor escolhe exatamente o que deseja comer – e pode adequar isso ao seu bolso. Não é necessário, por exemplo, perguntar ao garçom se é possível trocar um acompanhamento por outro e esperar que o restaurante tenha a boa vontade de aceitar. Você simplesmente pede o que gosta e o que pode pagar.

Agora, neste novo cardápio, são 28 opões de proteínas, com preços a partir de R$ 20,00, incluindo itens como filé mignon, costelinha, pernil, filé de tilápia, frango a milanesa, dobradinha, rabada e filé suíno, entre muitos outros. Depois, é só escolher quantas porções individuais quiser para acompanhar. São 24 tipos, com preços a partir de R$ 5,00. Entre elas, um dos destaques é uma novidade recentemente criada pelo chef David Sousa, o “Arroz das Gerais” (R$ 14,00).

Para consultar o cardápio completo do Dona Naná, acesse:

https://cardapio.wifire.me/dona-nana-gastronomia-mineira.

SERVIÇO
Dona Naná Gastronomia Mineira
Avenida República do Iraque, 1298 (Campo Belo)
Fone: 4561-4777
Terça a sexta-feira: das 11h às 15h
Sábados e Domingos: das 11h às 17h
Delivery pelo telefone acima ou pelos aplicativos iFood e Rappi

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Que tal provar em casa o Sobá, um prato bem diferente, típico da culinária de Campo Grande (MS)?

Soba à Moda de Campo Grande da chef Vanessa Carvalho: uma raridade em São Paulo.

O Sobá é o prato mais tradicional da culinária de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, daí o seu nome correto ser “Sobá à Moda de Campo Grande”. Há centenas de restaurantes especializados nele em Campo Grande, e uma indústria por trás disso – que inclui, além dos restaurantes, fabricantes artesanais de macarrão e empresas que fabricam utensílios necessários para a elaboração do prato, como um cortador manual da massa e uma espécie de “varal culinário” onde o macarrão é pendurado em tiras para não grudar uma na outra. Em resumo, é um mercado imenso, responsável pelo sustento de muita gente. Na capital paulista, por outro lado, existem apenas dois restaurantes que servem Sobás – e um deles é o Sim Sobá, criado em 2016 pela chef Vanessa Carvalho, que funciona apenas pelo Delivery ou Take Away, de sexta-feira a domingo, das 18h às 22h.

Por isso mesmo, o Sobá ainda é uma iguaria praticamente desconhecida do consumidor paulistano. E o que é um Sobá? “O Sobá é um prato elaborado com cinco componentes básicos: uma proteína (carne bovina, carne suína, frango ou shimeji), omelete, macarrão, cebolinha e um caldo com temperos”, explica a chef Vanessa. Além disso, é um prato complicado e demorado de fazer, pois tudo é elaborado artesanalmente. A casa abre de sexta a domingo, mas, já na quarta-feira, a chef Vanessa começa a produzir seu macarrão artesanal, que é servido fresco e no ponto certo todas as semanas. É uma massa diferente da que conhecemos na culinária italiana.

De origem japonesa, o Sobá ganhou fama no Brasil no Mato Grosso do Sul. A combinação de macarrão, omelete, carne de porco (na versão mais tradicional), cebolinha e um caldo com temperos típicos foi trazida para o Mato Grosso do Sul na década de 50, por Eiho Tomoyohe e, já em 2006, virou patrimônio histórico e cultural de Campo Grande. A história do Sobá caminhou com a “Feirona” de Campo Grande, fundada em 1925. No começo, eram barracas, montadas na calçada. Hoje, a Feira Central, denominada oficialmente Feira Central e Turística, ocupa a Esplanada Ferroviária, um amplo espaço coberto que reúne 200 lojas de artesanato regional e produtos hortifrutigranjeiros, onde o carro-chefe são dezenas de restaurantes especializados em Sobá. Há até uma estátua de um Sobá no local, que virou atração turística e ponto obrigatório para fotos.

O cardápio do Sim Sobá inclui seis opções de Sobá à Moda de Campo Grande: “Bovino” (R$ 40,00); Suíno (R$ 36,00); Frango (R$ 34,00); Shimeji (R$ 44,00); Vegetariano de Shimeji (R$ 44,00) e Vegano de Shimeji (R$ 46,00). Todos os Sobás levam, como tempero, um caldo especial feito com ossobuco e temperos secretos de Campo Grande, que garantem o sabor todo especial do prato. O Sobá de Shimeji é uma criação de Vanessa que deu certo em São Paulo. Na versão Vegetariana, a diferença é que o caldo de ossobuco é trocado por um caldo de legumes, também criado pela Chef. Já na versão Vegana, além desse caldo de legumes, o prato, sua massa é elaborada sem ovos e não vai omelete.

DRINKS EXCLUSIVOS COM INGREDIENTES DO MATO GROSSO DO SUL

A chef Vanessa desenvolveu uma linha exclusiva de sucos elaborados com produtos tradicionais DA cozinha de Mato Grosso do Sul. São ingredientes como capim-santo, gengibre e a erva natural utilizada numa bebida muito comum no estado, o Tereré. O resultado são combinações incríveis no sabor e muito refrescantes que remetem à rica gastronomia e cultura sul-mato-grossense.

“Minha intenção era criar uma linha de bebidas inédita, que remetesse à culinária de Campo Grande, cidade onde nasci e vivi muitos anos, para acompanhar justamente um dos pratos mais tradicionais de lá, que é o Sobá”, explica Vanessa. Para chegar aos três sucos que compõem a linha hoje, chamada de Varanda’s Drinks, a chef precisou fazer muitos testes, experimentando a combinação de diferentes ingredientes. Foram desenvolvidos três sucos naturais que integram o cardápio:

Varanda’s. É um mix de capim-santo (também conhecido como capim-cidreira) e xaropes artesanais de gengibre e limão feitos pela própria Vanessa. Custa R$ 13,00 (500 ml).
Varanda’s Tereré. Uma combinação de chá da erva utilizada na elaboração do famoso Tereré (bebida muito tradicional do Mato Grosso do Sul) e xaropes artesanais de gengibre e limão. Custa R$ 14,00 (500 ml).
Flor de Varanda’s. É elaborado com chá de canela, xarope artesanal de hibisco (também produzido pela chef Vanessa) e um toque de limão. Custa R$ 14,00 (500 ml).

SOBREMESAS TRADICIONAIS

O Sim Sobá também sobremesas que fazem sucesso na culinária de Mato Grosso do Sul:

Doce de abóbora com coco – R$ 8,00 (100 gramas)
Doce de abóbora em pedaços – R$ 6,00 (100 gramas)
Cachorrada Pantaneira – R$ 8,00 (100 gramas)
Geleia de Mocotó Pantaneira – R$ 4,00 (barra de 60 gramas)
Cocada Pantaneira – R$ 4,00 (barra de 55 gramas)

SOBRE A CHEF VANESSA CARVALHO

Nascida em Campo Grande (MS), Vanessa tem 45 anos. Ela nasceu numa família com cinco mulheres que adoram cozinhar – a mãe e quatro tias. “Em todas as reuniões e festas familiares são elas que preparam tudo”, conta Vanessa. Ela nasceu nesse ambiente gastronômico cheio de sabores e temperos e combinações intensos, uma marca da comida de Campo Grande. A mãe foi sua grande professora na cozinha. Com 5 anos ganhou de presente um jogo de panelas de verdade, e começou a aprender a cozinhar numa mini cozinha que montou no quintal.

Aos 8 anos já sabia, e bem, fazer o tradicional Arroz de Carreteiro Pantaneiro, típico do Mato Grosso do Sul, e virou a responsável pela sua preparação nos encontros familiares. Mesmo assim, não trabalhou com comida em Campo Grande (embora tenha feito um curso de Gastronomia no Senac) e, em 1996, veio morar em São Paulo. Aqui, trabalhou como modelo, foi empresária do ramo de iluminação para shows e atuou como corretora de imóveis no Campo Belo durante cerca de 13 anos. Em 2006 morou na Suíça, perto da fronteira com a Itália. Trabalhava numa empresa durante o dia e nos finais de semana fazia bicos num restaurante na cidade italiana de Lugano. Preparava pratos típicos do Brasil.

Em 2018, voltou a Campo Grande e a vontade de trabalhar com gastronomia já era forte – sobretudo depois de ver que uma amiga havia aberto um restaurante. Decidiu voltar a São Paulo e abrir um restaurante especializado em Sobá. Seus amigos, surpresos, logo perguntavam: “Sobá? Ninguém sabe o que é Sobá em São Paulo!”. A resposta dela sempre foi rápida: “Sim, Sobá”. Aliás, foi daí que surgiu o nome do restaurante Sim Sobá.

SERVIÇO

Restaurante Sim Sobá (só Delivery e Take Away)
Rua Zacarias de Góes, 1770 (Campo Belo)
Funcionamento: sexta-feira a domingo, das 18h às 22h
Fone: 2892-0527
Fone/whatsapp: 98696-5212
www.simsoba.com.br
www.facebook.com/simsoba
Instagram: @simsoba

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CARDÁPIO COMPLETO DO RESTAURANTE:

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Sobá: uma iguaria de Campo Grande (MS) que exige muita experiência e tempo para o seu preparo

Chef Vanessa Carvalho preparando seu Sobá à Moda de Campo Grande

Prato tradicional de Campo Grande (MS), o Sobá não é rápido e nem fácil de fazer. “Pelo contrário, é uma iguaria que exige experiência, tempo e habilidade no seu preparo”, explica a chef Vanessa Carvalho, que comanda o restaurante especializado nessa culinária, o Sim Sobá, instalado na capital paulista. O Sobá é composto por cinco componentes básicos: uma proteína (carne bovina, carne suína, frango ou shimeji), omelete, macarrão, cebolinha e um caldo com temperos. Confira, basicamente, como cada um deles é elaborado:

Proteínas. Entre as carnes, são utilizadas alcatra (carne bovina), filé mignon suíno e peito de frango. Tudo é comprado em peças, filetado pela chef, separado e porcionado em 120 gramas, que são colocadas em saquinhos plásticos selados. Tudo isso leva pelo menos duas horas de trabalho para atender em torno de 50 Sobás . Elas são cozidas na hora, com diversos temperos (secretos!), como o shoyo, levando entre dois e três minutos para ficarem no ponto. Nos sabores de frango ou suíno, a preparação é finalizada com óleo de gergelim. Enquanto isso, outro funcionário vai montando o prato do Sobá com os demais ingredientes. A proteína chega por último.

Omelete. Cada prato de Sobá vem com 40 gramas de omelete, elaborada com cerca de 1,5 ovo, sal e maisena. Aqui, o maior desafio é preparar a omelete no ponto exato: bem fininha e naquele tom amarelo claro tentador. A omelete sai pronta da frigideira em peças únicas, que são enroladas com cuidado e, a seguir, fatiadas. Esse trabalho leva em torno de uma hora, para 50 pratos, e é realizado na própria sexta-feira, durante o dia, para atender os clientes durante todo o final de semana. A omelete não pode ser congelada, nem dura até a outra semana em caso de sobras.

Cebolinha. A cebolinha é lavada, cortada nas extremidades e colocada em pé para secar e, também, para escorrer o caule interno. No final, ela fica bem seca, o que garante um sabor mais agradável, mais frescor e durabilidade superior. Depois de secas, são fatiadas finamente. Esse trabalho, que leva cerca de uma hora e acontece também na sexta-feira, para atender a demanda de todo o final de semana. Cada prato tem 15 gramas de cebolinha.

Macarrão. É a parte mais complicada, pois o autêntico Sobá à Moda de Campo Grande é feito com uma massa especial, caseira, diferente da que conhecemos na culinária italiana. Normalmente a massa é elaborada entre quarta-feira à noite e quinta-feira de manhã. A massa feita numa semana não serve para a próxima semana e não pode ser congelada. Para preparar sua massa, a chef Vanessa utiliza farinha, ovo, sal, água e dois segredinhos especiais que ela prefere não revelar. Quando isso vira uma massa compacta, ela é cortada em fatias grossas que, então, são passadas no cilindro e depois por um cortador manual (que só é vendido em Campo Grande) de onde saem já no formato final, em tirar finas e achatadas. Esse produto é colocado então em um “varal” culinário, para não estragar o formato grudando uma na outra, e logo é cozido numa panela com água e sal durante 5 a 7 minutos. Depois de escorrido, vai para o resfriamento imediatamente para que a massa não continue cozinhando com seu próprio calor e, em seguida, como as proteínas, é porcionada e embalada. Cada Sobá vem com 200 gramas de massa. Para se planejar para servir 50 Sobás, Vanessa precisa produzir 10 kg de macarrão, portanto – o que significa cerca de 5 horas de trabalho, no mínimo.

Caldo de ossobuco. Boa parte do sabor maravilhoso do Sobá vem do caldo de ossobuco preparado pela chef. Cada Sobá leva 350 ml deste caldo, que é entregue separado para o cliente colocar dentro do prato somente na hora de consumir. O caldo dá sabor e também aquece o prato (se o caldo estiver frio, pode ser aquecido no forno de microondas antes). O caldo é preparado com ossobuco e aparas das carnes bovinas e suínas e do frango. Essas carnes são cozidas por horas, para perderem toda a sua gordura, depois são acrescidos itens como caldo de Mocotó, temperos especiais de Mato Grosso do Sul (secretos), shoyu e hondashi (tempero japonês tradicional). A carne derrete e vira um caldo maravilhoso, mas leva tempo. São dois dias, ou cerca e 16 horas no total, para preparar o caldo de ossobuco.

RESTAURANTE FUNCIONA TODOS OS FINAIS DE SEMANA PELO DELIVERY

O restaurante funciona de sexta-feira a domingo, todas as semanas, das 18h às 22h, pelos serviços Delivery e Take Away. A casa conta com serviço próprio de entregas. Os pedidos podem ser feitos nos telefones abaixo. Se o cliente preferir, ele pode fazer seu pedido pelas plataformas iFood e Rappi, mas os preços serão um pouco superiores nestes aplicativos.

CARDÁPIO

Sobá Bovino – R$ 40,00
Sobá Suíno – R$ 36,00
Sobá de Frango – R$ 34,00
Sobá de Shimeji – R$ 44,00
Sobá Vegetariano (Shimeji) – R$ 44,00 (caldo de legumes)
Sobá Vegano (Shimeji) – R$ 46,00 (caldo de legumes, massa sem ovos e sem omelete)

SERVIÇO

Restaurante Sim Sobá
Rua Zacarias de Góes, 1770
Fone: 2892-0527
Fone/whatsapp: 98696-5212
Funcionamento: todas as sextas, sábados e domingos
Horário: das 18h às 22h
Pedidos pelos telefones ou pelas plataformas iFood e Rappi

SOBRE A CHEF VANESSA CARVALHO

Nascidaem Campo Grande (MS), Vanessa tem 45 anos. Ela nasceu numa família com cinco mulheres que adoram cozinhar – a mãe e quatro tias. “Em todas as reuniões e festas familiares são elas que preparam tudo”, conta Vanessa. Ela nasceu nesse ambiente gastronômico cheio de sabores e temperos e combinações intensos, uma marca da comida de Campo Grande. A mãe foi sua grande professora na cozinha. Com 5 anos ganhou de presente um jogo de panelas de verdade, e começou a aprender a cozinhar numa mini cozinha que montou no quintal.

Aos 8 anos já sabia, e bem, fazer o tradicional Arroz de Carreteiro Pantaneiro, típico do Mato Grosso do Sul, e virou a responsável pela sua preparação nos encontros familiares. Mesmo assim, não trabalhou com comida em Campo Grande (embora tenha feito um curso de Gastronomia no Senac) e, em 1996, veio morar em São Paulo. Aqui, trabalhou como modelo, foi empresária do ramo de iluminação para shows e atuou como corretora de imóveis no Campo Belo durante cerca de 13 anos. Em 2006 morou na Suíça, perto da fronteira com a Itália. Trabalhava numa empresa durante o dia e nos finais de semana fazia bicos num restaurante na cidade italiana de Lugano. Preparava pratos típicos do Brasil.

Em 2018, voltou a Campo Grande e a vontade de trabalhar com gastronomia já era forte – sobretudo depois de ver que uma amiga havia aberto um restaurante. Decidiu voltar a São Paulo e abrir um restaurante especializado em Sobá. Seus amigos, surpresos, logo perguntavam: “Sobá? Ninguém sabe o que é Sobá em São Paulo!”. A resposta dela sempre foi rápida: “Sim, Sobá”. Aliás, foi daí que surgiu o nome do restaurante Sim Sobá.

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Restaurante Sim Sobá oferece sucos exclusivos criados com ingredientes tradicionais na culinária de Mato Grosso do Sul

Varanda’s: um mix de capim-santo (também conhecido como capim-cidreira) e xaropes artesanais de gengibre e limão feitos pela própria chef Vanessa Carvalho. São bebidas que combinam muito bem com o Sobá, especialidade da casa.

A chef Vanessa Carvalho, que comanda o restaurante Sim Sobá, desenvolveu uma linha exclusiva de sucos elaborados com produtos tradicionais na cozinha de Mato Grosso do Sul. São ingredientes como capim-santo, gengibre e a erva natural utilizada numa bebida muito comum no estado, o Tereré. O resultado são combinações incríveis no sabor e muito refrescantes que remetem à rica gastronomia e cultura sul-mato-grossense.

“Minha intenção era criar uma linha de bebidas inédita, que remetesse à culinária de Campo Grande, cidade onde nasci e vivi muitos anos, para acompanhar justamente um dos pratos mais tradicionais de lá, que é o Sobá”, explica Vanessa Carvalho. Para chegar aos três sucos que compõem a linha hoje, chamada de Varanda’s Drinks, a chef precisou fazer muitos testes, experimentando a combinação de diferentes ingredientes. Como resultado, foram desenvolvidos três sucos naturais que integram o cardápio da casa:

Varanda’s. É um mix de capim-santo (também conhecido como capim-cidreira) e xaropes artesanais de gengibre e limão feitos pela própria Vanessa. Custa R$ 13,00 (300 ml).

Varanda’s Tereré. Uma combinação de chá da erva utilizada na elaboração do famoso Tereré (bebida muito tradicional do Mato Grosso do Sul) e xaropes artesanais de gengibre e limão. Custa R$ 14,00 (300 ml).

Flor de Varanda’s. É elaborada com chá de canela, xarope artesanal de hibisco (também produzido pela chef Vanessa) e um toque de limão. Custa R$ 14,00 (300 ml).

Os três drinks harmonizam muito bem com o Sobá à Moda de Campo Grande, elaborado com capricho pela chef. O Sobá é um dos pratos mais populares de Campo Grande, com centenas de restaurantes atendendo ao público da cidade.

SOBÁ À MODA DE CAMPO GRANDE

De origem japonesa, o Sobá ganhou fama e virou tradição no Campo Grande. O prato é uma combinação de macarrão (artesanal e diferente do que conhecemos na culinária italiana), omelete fatiada, cebolinha e uma proteína, que pode ser carne bovina, carne suína, frango ou shimeji. Além disso, o toque especial que dá um sabor muito especial ao prato no Sim Sobá é um caldo feito com ossobuco e temperos típicos de MS (há alguns segredos nesta receita da chef).

No Sobá de Shimeji, além da versão “normal”, com caldo de ossobuco, há mais duas opções: o “Vegetariano”, com um caldo à base de legumes, e o “Vegano”, também com o caldo de legumes e ainda não conta com omelete e sua massa é elaborada sem ovos.

CARDÁPIO DO SIM SOBÁ

Sobá Bovino – R$ 40,00
Sobá Suíno – R$ 36,00
Sobá de Frango – R$ 34,00
Sobá de Shimeji – R$ 44,00
Sobá Vegetariano (Shimeji) – R$ 44,00
Sobá Vegano (Shimeji) – R$ 46,00
Suco Varanda’s – R$ 13,00 (300 ml)
Suco Varanda’s Tereré – R$ 14,00 (300 ml)
Suco Flor de Varanda’s – R$ 14,00 (300 ml)

SERVIÇO

Restaurante Sim Sobá
Rua Zacarias de Góis, 1770
Fone: 2892-0527
Fone/whatsapp: 98696-5212
Bairro do Campo Belo – São Paulo (SP)
Funciona de sexta a domingo, apenas pelo Delivery.
Horário: 18h às 22h

SOBRE A CHEF VANESSA CARVALHO

Nascida em Campo Grande (MS), Vanessa tem 45 anos. Ela nasceu numa família com cinco mulheres que adoram cozinhar – a mãe e quatro tias. “Em todas as reuniões e festas familiares são elas que preparam tudo”, conta Vanessa. Ela nasceu nesse ambiente gastronômico cheio de sabores e temperos e combinações intensos, uma marca da comida de Campo Grande. A mãe foi sua grande professora na cozinha. Com 5 anos ganhou de presente um jogo de panelas de verdade, e começou a aprender a cozinhar numa mini cozinha que montou no quintal.

Aos 8 anos já sabia, e bem, fazer o tradicional Arroz de Carreteiro Pantaneiro, típico do Mato Grosso do Sul, e virou a responsável pela sua preparação nos encontros familiares. Mesmo assim, não trabalhou com comida em Campo Grande (embora tenha feito um curso de Gastronomia no Senac) e, em 1996, veio morar em São Paulo. Aqui, trabalhou como modelo, foi empresária do ramo de iluminação para shows e atuou como corretora de imóveis no Campo Belo durante cerca de 13 anos. Em 2006 morou na Suíça, perto da fronteira com a Itália. Trabalhava numa empresa durante o dia e nos finais de semana fazia bicos num restaurante na cidade italiana de Lugano. Preparava pratos típicos do Brasil.

Em 2016, voltou a Campo Grande e a vontade de trabalhar com gastronomia já era forte – sobretudo depois de ver que uma amiga havia aberto um restaurante. Decidiu voltar a São Paulo e abrir um restaurante especializado em Sobá. Seus amigos, surpresos, logo perguntavam: “Sobá? Ninguém sabe o que é Sobá em São Paulo!”. A resposta dela sempre foi rápida: “Sim, Sobá”. Aliás, foi daí que surgiu o nome do restaurante Sim Sobá.

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Com criatividade e ousadia, gastronomia do Campo Belo segue enfrentando a crise

O Campo Belo reúne hoje mais de 100 estabelecimentos gastronômicos agradáveis, divertidos, originais, intimistas, badalados, surpreendentes, curiosos, musicais, românticos, agitados, descolados, charmosos e até culturais. O bairro tem ótimos bares, restaurantes de diversas nacionalidades e especialidades (de churrascaria a vegetariano, de peruano a mexicano), pizzarias, hamburguerias, padarias sofisticadas, cafés, docerias e sorveterias. É impossível não comer bem no Campo Belo. Durante a pandemia, muitos estabelecimentos foram obrigados a realizar mudanças importantes em suas atividades para enfrentarem essa fase, ao mesmo tempo em que novos negócios surgiram, parcerias foram aceleradas e investimentos foram efetuados. Alguns negócios crescerem justamente por causa da pandemia. Confira algumas dessas histórias que estão dando certo na região:

O TAL DO CONGELADO. Loja especializada em comida congelada, criada em 2019, pela dentista Fernanda Micelli, de 44 anos. A primeira unidade foi aberta em setembro, em Moema, e já em novembro foi inaugurada a filial do Campo Belo. A casa oferece mais de 300 itens, entre pratos, tortas, panquecas, pizzas, pães, sopas, massas, molhos, salgados, carnes, peixes, frangos, acompanhamentos, sucos, doces, legumes e produtos vegetarianos e low carb. No início de março, antes da pandemia, 20% das vendas vinha do delivery e 80% eram vendas presenciais nas lojas. Toda a tecnologia necessária para desenvolver as vendas no delivery ainda engatinhava, e isso também impedia uma evolução das vendas. Na segunda quinzena de março, com a pandemia, as duas lojas foram fechadas. “Ficamos assustados e resolvemos fechar preventivamente por segurança, inclusive para proteger nossos funcionários. A loja de Moema ficou 20 dias fechada, enquanto o ponto do Campo Belo só voltou a atender ao público no dia 8 de maio. “Nosso grande desafio, nesse período, foi criar em tempo recorde um cardápio completo digital, com fotos de todos os produtos e com os recursos tecnológicos necessários para que a venda online decolasse”, diz Fernanda. Deu certo. As vendas pelo delivery começaram a crescer e já representam 60% do faturamento. O faturamento também cresceu cerca de 60% em relação ao que era até fevereiro. A pandemia favoreceu o negócio de O Tal do Congelado a ponto de uma terceira loja ter sido criada, no Planalto Paulista, em agosto. “A comida congelada atual é muito boa. Tem a mesma qualidade e sabor da comida feita na hora, mas muita gente ainda tinha preconceito, comparando os produtos atuais com a comida congelada do passado. Com a pandemia e muitos restaurantes fechados, parte do público resolveu experimentar o congelado. E aprovou”, acrescenta Fernanda.

ARTESANAL PÃES. Essa é a história da veterinária Bia Gualberto e do fotógrafo Túlio Vidal, ambos com 35 anos, um casal que mora no Campo Belo. Eles criaram a Artesanal Pães no meio da pandemia. Bia, que não gosta de cozinhar, trabalha com exames laboratoriais para pets e não foi afetada, profissionalmente, pelo isolamento social. Túlio, apaixonado pela cozinha, é fotógrafo corporativo e gastronômico. Com a crise, os trabalhos sumiram. E ele começou a ficar em casa. Foi quando passou a se dedicar mais à gastronomia e, em especial, à produção de pães artesanais, um hobby eventual desde o ano passado. Com tempo para estudar e experimentar, seus pães foram ficando cada vez melhores. No início, eram presentes para amigos e vizinhos, com cartõezinhos com mensagens positivas que ajudavam a melhorar o ânimo das pessoas durante a pandemia. Mas o pessoal gostou, começou a fazer encomendas, recomendar para amigos e a demanda foi aumentando. Em maio, o casal resolveu investir pra valer no negócio, comprando um forno profissional e uma massadeira (batedeira especial para massas de pães). “Temos uma padaria dentro de casa, com produção crescendo, e estamos em um momento de muita união, como casal, porque estamos trabalhando em um objetivo comum, uma coisa que sempre sentimos falta. Juntos, estamos realizando um grande sonho que já tem feito muito bem para a nossa família”, conta Bia. A Artesanal começou a operar em abril e, desde então, suas vendas, crescem a cada mês passando de menos de 100 unidades em abril para mais de 400 pães no mês passado, e com as encomendas aumentando em agosto – boa parte disso são de pães de fermentação natural, que deram início ao negócio. Todas as vendas foram realizadas pelo delivery, graças à divulgação de amigos e pelas redes sociais.  O próximo passo já está decidido: o casal vai montar um food truck numa Kombi, especializado em pães artesanais. “E esperamos daqui uns meses abrir uma pequena loja para atender o público aqui no Campo Belo”, afirma Bia.

NO PORTO ESPAÇO LOUNGE. Este é um projeto arrojado que nasceu no final de 2019 e cujas obras de construção vêm sendo tocadas mesmo durante a pandemia. Quatro sócios estão criando um inédito boulevard no Campo Belo, chamado No Porto Espaço Lounge, com 500 m² de área total, que terá um bar próprio desses quatro sócios – o nome do bar é No Porto. Além disso, já foram comercializados espaços para outros estabelecimentos comerciais – três restaurantes, um café, uma tabacaria, uma loja de roupas femininas, uma loja de cosméticos, um atelier de arte e uma casa de carnes. Tudo já vendido, e com contrato assinado. Todos estes estabelecimentos serão montados em containers (iguais aqueles dos portos, daí o nome do local), num espaço pet friendly, com muito verde, áreas de convívio, hortas coletivas abertas aos clientes, espaço kids que prioriza a natureza e tudo dentro de um conceito sustentável. A ideia é ter música ao vivo no local durante as tardes, nos finais de semana. Dois terços do espaço serão abertos, ao ar livre. Eles querem oferecer aos clientes a comodidade de se divertir com a família como se estivessem no “quintal de casa”. A inauguração está confirmada para o primeiro final de semana de outubro, se os números da pandemia na cidade continuarem em queda.

BAR BLUES BEER. Especializado em chopes e cervejas artesanais, o bar foi obrigado a fechar em março, com a quarentena, e só reabriu em julho. A única alternativa da casa foi investir no delivery, pelo menos para pagar parcialmente as despesas mensais, incluindo 10 funcionários – nenhum foi demitido! O bar apostou na proposta do chope delivery. A ideia era mostrar para o público, por meio das redes sociais, que não era preciso esperar o final da quarentena para tomar um chope fresco de alta qualidade.  Era possível fazer isso naquele momento, dentro de casa. O bar mantinha uma oferta de 15 rótulos diferentes todos os dias, disponíveis pelo serviço de entrega. O chope era entregue, principalmente, em latas de 1 litro, as chamadas crowlers. Os chopes são enlatados na hora em um recipiente de alumínio e a vedação é feita por uma máquina que comprime e lacra a tampa, retirando o oxigênio do frasco. Além da praticidade da embalagem, que é descartável, o material bloqueia a luz e conserva melhor as propriedades da bebida. Uma lata dessas, fechada, tem validade de até 20 dias. Com a divulgação, as vendas de chope pelo delivery cresceram a atingiram cerca de 25% do faturamento da casa – era o suficiente, pelo menos, para manter o negócio vivo e não demitir funcionários.

DONA NANÁ GASTRONOMIA MINEIRA. Inaugurado em 2016, este restaurante especializado na gastronomia mineira atendia entre 120 e 180 pessoas por dia, no almoço, até o início da pandemia. Trabalhavam pelo sistema buffet, com grande variedade de pratos e sobremesas por um preço fixo por pessoa. Fazia sucesso. A casa fechou em 19 de março. E assim permaneceu até 30 de maio. “Pensamos muito e então resolvemos adaptar o restaurante para o atendimento delivery”, explica Rosely Sena, uma das sócias. Um dos desafios foi criar um cardápio com pratos definidos, montando combinações e acompanhamentos. Outro desafio foi encontrar embalagens sustentáveis, uma exigência dos próprios sócios. E conseguiram: seus pratos são entregues em embalagens italianas que podem ser reaproveitadas. Entre 30 de maio e 10 de julho, quando puderam voltar a atender o público no local, seu faturamento pelo delivery já chegava a 24% do normal até fevereiro. Com a reabertura, dobraram o número de pratos, para atender um público que estava acostumado com a variedade que o seu buffet tradicional oferecia. Tiveram também de comprar novas louças artesanais para servir seus pratos, pois o conceito do restaurante havia mudado e a apresentação de cada prato passava a ser um novo atrativo. Hoje, estão faturando quase metade do que conseguiam até fevereiro, e tudo indica que esse número vai continuar crescendo. Sexta-feira passada criaram outra novidade: passaram a atender também no jantar de quinta a sábado. Nunca haviam aberto à noite antes da pandemia. Com coragem, criatividade, mudanças e muito trabalho, o restaurante mostra força e competência para continuar crescendo.

PIZZARIA AUTENTICO GUSTO. Esta pequena pizzaria com unidades no Campo Belo e em Pinheiros, especializada em boas pizzas napolitanas, já tinha o delivery em funcionamento quando veio a pandemia. Cerca de 30% do seu faturamento era gerado com esse serviço e os 70% restantes vinham dos salões das duas lojas. Com o fechamento do restaurante ao público, o delivery cresceu – chegando a cerca de 70% do total que a pizzaria faturava antes. Hoje, com a pizzaria novamente aberta ao público, o faturamento voltou ao normal, mas a proporção delivery/salão mudou totalmente. Cerca de 70% das vendas vêm pelas entregas, e apenas 30% é de consumo no local. Outra curiosidade desta casa, na unidade do Campo Belo, é uma parceria inusitada com o Boteco Vai de Vinho, vizinho de muro. É possível pedir uma pizza dentro do boteco ou um vinho dentro da pizzaria, falando diretamente com os garçons do vizinho. É muito comum encontrar os clientes do Vai de Vinho tomando seu vinho junto com uma pizza da pizzaria do lado. É uma parceria que estimula os dois negócios.

BENJAMIM BOTEQUIM. Um dos bares mais tradicionais do Campo Belo, o Benjamim Botequim fechou as portas para o público no dia 19 de março e só reabriu em 9 de julho. O que foi feito neste período? O jeito que sua proprietária, Aniella Vaz, conseguiu pra gerar algum faturamento foi criar um serviço delivery de vinhos e bebidas destiladas. Os pedidos e divulgações eram feitos pelas redes sociais da própria Aniella e também do bar. Ela conseguia oferecer bebidas a preços competitivos (e até inferiores) aos praticados nos supermercados. As entregas eram feitas no Campo Belo e nos bairros vizinhos, como Moema, Brooklin e Vila Mascote, pela própria Aniella. Ela conta que conseguiu atingir com este serviço, em média, um faturamento mensal em torno de 10% do seu volume habitual, antes da pandemia. “Ajudou muito a pagar algumas contas, pois chegamos a pensar até em fechar o bar em um determinado momento”, afirma.

LAZY CAFÉ. Uma casa especializada em cafés da manhã, o que é novidade no bairro, mas que também serve boas refeições – esse é o perfil do Lazy Café. O contrato de locação do imóvel foi assinado em 28 de fevereiro e o plano inicial era inaugurar o local logo no início de abril. Mas, no meio do caminho, com a casa em obras, veio a pandemia, e o planejamento foi alterado. O Lazy Café começou a funcionar, apenas pelo delivery, no dia 30 de maio. O casal Viviane Civalsci e Thiago Civalsci, sócios no empreendimento, dividem as funções, por enquanto sem outros funcionários. Suas opções de café de manhã seguem o estilo americano, mas com foco na comida saudável, com ingredientes orgânicos e de qualidade. Thiago, o chef, tem experiência internacional – trabalhou em um restaurante na Austrália, cuja culinária diversificada também serve de inspiração para algumas de suas criações. Hoje, quase todo o faturamento deles vem do delivery. “Só com as entregas, já estamos atingindo cerca de 50% do faturamento previsto no nosso plano inicial de negócios”, afirma Viviane. A casa tem capacidade para 24 pessoas, mas com o distanciamento exigido pela Prefeitura, só pode atender 14. O movimento presencial está muito fraco ainda. “Nosso produto é diferente. O estilo de café da manhã que oferecemos remete a viagens. O público ainda está aprendendo a conhecer a nossa proposta, mas estamos muito felizes. Está valendo super a pena, mesmo com as dificuldades”, conclui Viviane.

Para obter mais informações sobre a gastronomia da região, acesse as páginas “Gastronomia do Campo Belo” no Facebook (www.facebook.com/gastronomiadocampobelo) e no Instagram (@gastronomiadocampobelo).

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Gastronomia durante a pandemia

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