SUGESTÃO DE PAUTA: O que deve fazer o funcionário que “cansa” do seu emprego?

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Cansado do seu trabalho? Segundo Mari Clei, a mudança de emprego, muitas vezes, embora pareça mais simples, não é a melhor solução para o profissional se sentir  feliz novamente.

A situação é muito mais comum do que se imagina: alguns profissionais simplesmente, e por motivos diversos, “cansam” do seu emprego e ficam perdidos sem saber o que fazer. Insistir onde está? Tentar mudar de área? Buscar um novo emprego? A Coach Mari Clei de Araújo, diretora da MC Coaching e Consultoria (www.mccoachingeconsultoria.com.br) com escritório no bairro do Morumbi, em São Paulo (SP), está habituada a atender este tipo de demanda e afirma que não existe respostas prontas para estas questões. “Cada caso é um caso. É preciso avaliar com cuidado todos os cenários que envolvem qualquer decisão a ser tomada”, explica a especialista.

“O fato é que muitas pessoas vivem essa situação em seus empregos atuais pelas mais variadas motivações e, quando chegam a um limite insuportável, procuram um profissional como eu buscando a tão sonhada recolocação em outra empresa. Chegam reclamando do chefe, dos colegas e da empresa, e por isso desejam uma transição de carreira – ou seja: querem sair de onde estão e conseguir um emprego melhor em outra empresa”, acrescenta Mari Clei. E qual a resposta a estas questões? Uma coisa é certa, de acordo com Mari Clei, a mudança de emprego, muitas vezes, embora pareça mais simples, não é a melhor solução para o profissional se sentir motivado e feliz novamente.

“É neste momento que se destaca uma diferença importante entre o trabalho de coach que eu desenvolvo e o trabalho tradicional oferecido por um bom headhunter, atividade que também realizo. O headhunter vai tentar atender o apelo do cliente, entender seu perfil profissional e, por meio de sua rede de contatos, tentará atender o seu pedido, conseguindo a nova colocação profissional. O serviço prestado por um coach experiente é diferente”, afirma ela.

Para Mari Clei, o primeiro passo é entender, de verdade, o momento da pessoa e avaliar o que ela realmente está enfrentando de negativo no emprego atual. Neste caso, são analisados pontos como sua idade, sua história naquela empresa, a posição da sua carreira e quais são os seus objetivos. Outro ponto importantíssimo é montar uma avaliação do perfil profissional do cliente, pois muitas vezes o verdadeiro motivo do descontentamento dele é somente por estar atuando em uma área em que ele não está feliz devido às suas características pessoais e profissionais. “Meu papel, nestas situações, portanto, é orientar estas pessoas com a minha experiência e mostrar que muitas vezes a solução mais adequada e simples para sua vida profissional é passar por um processo de coaching e não de recolocação.

É preciso, portanto, ter uma ideia muito clara do perfil e das características profissionais e pessoais de cada profissional que chega com uma demanda desse tipo. E por que? Porque, dependendo da situação, ele poderá mudar de emprego, mas acabará encontrando mais à frente, na nova empresa, o mesmo tipo de problema ou obstáculo que vivia no emprego anterior. E isso pode acontecer por que as características dessa pessoa vão continuar as mesmas, pois ela apenas trocou de emprego, sem nenhum tipo de preparação, atualização ou treinamentos adequados.

É claro que há outros caminhos que podem surgir. Alguns clientes acabam indo fazer terapia, enquanto vários, durante o processo de coaching, descobrem outros talentos profissionais e terminam por mudar mesmo de emprego e de área de atuação. Alguns partem até mesmo para o empreendedorismo. O ponto principal, porém, é que estas decisões não devem acontecer movidas apenas por questões emocionais ou impressões do dia a dia que podem estar camuflando outras situações. O processo de coaching é fundamental para entender seu momento profissional, seu verdadeiro perfil e os caminhos que ele pode – ou deve – seguir dali para frente.

“Você, profissional, precisa entender que se você estiver num momento de mudar radicalmente sua carreira profissional, você precisa estar muito ciente do que você realmente deseja, deixando suas emoções de lado. Hoje em dia, cada vez mais, os especialistas falam sobre inteligência emocional, o sistema de treinamento e crescimento pessoal e profissional Mindset e o Mindfulness (ou Atenção Plena, um estado onde treinamos qualidades de atenção ao presente e autocompaixão com experiências desafiadoras) – tudo isso porque o momento atual está voltado para o seu “eu”, para o seu autoconhecimento, o seu autogerenciamento e, sobretudo, o seu autocontrole sobre as suas emoções”, aconselha Mari Clei.

Muitas pessoas acabam sendo jogadas em determinadas áreas de uma organização em cargos que talvez elas nunca tenham sonhado. Mas, por uma questão de mérito conquistado em outro setor da companhia, são promovidas para este novo departamento e acabam permanecendo ali devido a vantagens financeiras. E, com isso, atendem às regras da empresa. O fato é que todo mundo, em algum momento, vai se questionar sobre a sua felicidade e sua satisfação ou não com seu trabalho. A grande dúvida desses profissionais é: “Eu quero ser feliz. Mas como ser feliz num momento tão diversificado e tão cheio de influências do meio econômico, da sociedade e das redes sociais?”.

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